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Os desafios das novas universidades federais em Goiás

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Novas universidades goianas

Por iniciativa do deputado Karlos Cabral, audiência pública debate desafios das novas universidades federais criadas em Goiás. As unidades foram instaladas nos municípios de Jataí e Catalão.

A Assembleia Legislativa sedia, na tarde desta terça-feira, 22, audiência pública para debater a realidade e os desafios das novas universidades federais no Estado de Goiás, instaladas nos municípios de Jataí e Catalão. Promovido e presidido pelo presidente da Comissão de Educação, Cultura e Esporte da Casa, deputado Karlos Cabral (PDT), o debate tem lugar no Auditório Costa Lima.

As regionais de Jataí (UFJ) e de Catalão (UFCat) são desmembramentos da Universidade Federal de Goiás, criadas após aprovação do Governo Federal, e com a transferência automática dos prédios, cursos, alunos e de cargos ocupados e vagos de pessoal da UFG para as novas instituições. Contudo, nos próximos seis meses a UFG ainda será a mantenedora de ambas regionais.

Compõem a Mesa da audiência, ao lado do parlamentar do PDT, o assessor especial da Governadoria, Jonathas Silva; o reitor em exercício da Universidade Federal de Goiás e pró-reitor de Extensão e Assuntos Estudantis, Marcos Antonio Cunha Torres; o diretor da regional de Jataí, Alessandro Martins; a diretora da regional de Catalão, Roselma Lucchese. E ainda, o diretor-presidente do Sindicato dos Docentes das Universidades Federais de Goiás (Adufg) e professor da Escola de Agronomia e Engenheira de Alimentos da UFG, Flávio Alves da Silva.

O parlamentar justifica que a população necessita se inteirar dessa novidade de acesso ao ensino superior em Goiás, porque deve suscitar as demandas para efetivação, implantação e consequente funcionamento destas novas universidades.

“Estamos vivendo um novo momento do ensino superior, aqui em Goiás, com a criação das duas universidades. E dando um salto relativo à quantidade de instituições de nível superior e assim nos igualando com nosso vizinho Mato Grosso do Sul, que tem quatro universidades federais e um instituto federal. Agora, temos três universidades federais e dois institutos federais que oferecem formação técnica, tecnológica e superior. Teremos, consequentemente, mais acesso ao ensino superior público e gratuito”.

De acordo com o deputado, o objetivo com a audiência pública é ampliar o debate com a sociedade sobre a existência destas duas instituições, inclusive no sentido de pertença das mesmas. E para promovê-las para os estudantes que sonham em ingressar no ensino superior gratuito. Há também a possibilidade de criação de novos cursos, novas vagas e oportunidades de acesso.

O diretor regional do campus de Jataí, Alessandro Martins, também repercutiu sobre a criação das duas instituições.  “Um momento importante e especial para nossa comunidade universitária, para Jataí e todo o Sudoeste goiano. Depois de 60 anos, o Estado de Goiás terá mais duas universidades federais, resultado do desmembramento da UFG. São campus nomeados de regionais. Unidades autônomas e independentes para todas as ações administrativas e acadêmicas, fruto do trabalho dos que nos antecederam, para permitir que a universidade fosse levada para o interior goiano, ali se fixasse e se ampliasse, e agora se consolidado como instituições independentes”.

Para ele, como a UFG se expandiu este desmembramento foi algo natural, demanda da comunidade acadêmica. O diretor aponta como resultado deste desmembramento a criação de políticas específicas para formação e qualificação daqueles que adentram essas unidades.

Demandas

Ao final da audiência, os debatedores ouviram questionamentos e solicitações do público em relação à situação das duas regionais.

Uma das preocupações é referente à escassez de recursos financeiros provenientes do Governo Federal para manter as instituições recém-criadas. Eles solicitaram que o deputado Karlos Cabral possa intermediar, junto a parlamentares estaduais e federais, para que haja destinação de recursos suficientes para mantê-las em funcionamento.

Outra questão levantanda foi sobre a evasão de estudantes. Um participante sugeriu que haja a criação de cotas para estudantes locais dentro destas unidades, o que deve entrar nos encaminhamentos a serem feitos pelos organizadores do debate.

O deputado se colocou à disposição da comunidade acadêmica, afirmando que enviara os encaminhamentos à bancada goiana de parlamentares no Congresso Nacional para garantir a destinação de recursos financeiros. Ele também se prontificou a apresentar emendas ao Orçamento do Estado de Goiás para 2018 com este mesmo objetivo.

Os novos campus

A transferência dos cursos, estudantes e servidores foi efetuado de forma automática, mas a transição está sendo gradualmente e orientada. A previsão é que a UFCat realize concurso para 81 cargos efetivos de servidores técnico-administrativos e tenha ainda autorização para criar 40 cargos de direção, 225 funções gratificadas e 5 funções comissionadas de coordenação de curso. Já a UFJ terá 67 novos cargos efetivos de técnicos administrativos, 40 de direção, 222 funções gratificadas e duas funções comissionadas.

A UFG regional de Catalão foi criada em 1983, inicialmente com a oferta de cursos de licenciatura. A nova UFCat oferece atualmente 21 cursos superiores de graduação em diversas áreas e conta com uma unidade construída em área de  quase 90 mil metros quadrados. Já a primeira regional de Jataí, criada em 1980, foi o primeiro campus fora da sede da UFG. A UFJ conta, agora, com 25 cursos de graduação divididos em duas unidades: campus Riachuelo e campus Jatobá. A comunidade acadêmica é composta de cerca de 4 mil pessoas. A universidade oferece ainda cursos de Ensino à Distância (EaD) e coordena mais de 300 projetos de pesquisa e extensão.

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