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No Encontro Nacional do MST, Mauro Rubem defende soberania alimentar e justiça social
O deputado Mauro Rubem (PT) está em Salvador (BA), onde participa do 14º Encontro Nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). Na capital baiana, o parlamentar foi recepcionado pelo deputado federal Valmir Assunção (PT-BA), referência histórica na luta pela terra, e por Gilvan Rodrigues, dirigente e coordenador do MST em Goiás.
A recepção simboliza a unidade entre mandatos parlamentares e o movimento na defesa da Reforma Agrária Popular e de um projeto de desenvolvimento comprometido com a justiça social, a democracia e a soberania alimentar. “Estar aqui, neste Encontro Nacional do MST, é reafirmar o compromisso com quem produz alimento de verdade e sustenta o Brasil com trabalho, dignidade e resistência. A luta pela terra é também a luta pela democracia e pela soberania do nosso povo”, afirmou Mauro Rubem.
Em um país marcado pela hegemonia do agronegócio predatório e pelas falsas soluções do chamado “capitalismo verde”, o MST segue se consolidando como uma das maiores expressões de resistência popular da América Latina. O Movimento apresenta um projeto de sociedade baseado na justiça social, na produção de alimentos saudáveis e no horizonte de transformação estrutural.
“A economia verde, do jeito que está sendo implementada, repete velhas lógicas neocoloniais. Trata territórios vivos como áreas vazias e ignora quem historicamente cuida da terra, da água e da natureza. Não é transição energética, é transação a serviço do mercado”, destacou o deputado.
As exposições também denunciaram que esse modelo não enfrenta as causas estruturais da crise ambiental. Ao contrário, reorganiza o capital, aprofunda desigualdades e intensifica o racismo ambiental. O desmatamento dos biomas, o adoecimento das populações, a escassez hídrica e o avanço da insegurança alimentar foram citados como evidências de um projeto que sacrifica vidas em nome do lucro.
Para o MST e para os parlamentares aliados à sua luta, não há justiça climática sem o enfrentamento direto ao capitalismo, o fortalecimento da agroecologia e o avanço da Reforma Agrária Popular como projeto estratégico de soberania, democracia e defesa dos bens comuns da natureza.
“Sem Reforma Agrária Popular não existe justiça social nem justiça climática. O MST aponta caminhos concretos para enfrentar a crise ambiental com o povo no centro das decisões, produzindo alimentos saudáveis e cuidando dos territórios”, concluiu Mauro Rubem.