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Deputado Mauro Rubem participa de ato internacionalista em solidariedade ao povo venezuelano
O deputado Mauro Rubem (PT-GO) participou, na tarde desta quinta-feira (22), em Salvador (BA), do Ato Político em Solidariedade ao Povo Venezuelano, realizado no Centro Histórico da capital baiana, durante a programação do 14º Encontro Nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). A mobilização reuniu cerca de três mil pessoas no Pelourinho, em uma grande marcha internacionalista em defesa da soberania, da autodeterminação dos povos e contra as sanções impostas à Venezuela.
A concentração teve início na Praça Castro Alves e seguiu até o Terreiro de Jesus, ocupando as ruas do Pelourinho com bandeiras, palavras de ordem e manifestações culturais. Militantes populares selaram um compromisso político com a libertação do presidente Nicolás Maduro e da deputada Cilia Flores, reafirmando a resistência frente ao bloqueio econômico, às sanções internacionais e à ofensiva imperialista dos Estados Unidos.
Para Mauro Rubem, o ato expressa a força da solidariedade internacional entre os povos latino-americanos. “A luta do povo venezuelano é a luta de todos os povos que defendem sua soberania, sua democracia e seu direito de decidir os próprios rumos. Estar aqui, ao lado do MST e de tantas organizações populares, é reafirmar que não aceitaremos nenhuma forma de intervenção imperialista na América Latina”, destacou o parlamentar.
O deputado também ressaltou o simbolismo do Pelourinho como território de resistência. “Marchar neste espaço histórico, marcado pela luta do povo negro e indígena, dá ainda mais sentido político ao nosso ato. A defesa da soberania da Venezuela se conecta diretamente com a luta por justiça social, democracia e direitos no Brasil”, completou.
Durante o ato, uma mística conduzida pela juventude sem terra colocou no centro do debate a denúncia ao imperialismo norte-americano, por meio de músicas, poesias e encenações que retrataram a trajetória de resistência do povo venezuelano. As intervenções reforçaram o papel do povo como sujeito histórico do processo revolucionário, sustentado pela unidade, confiança e mobilização permanente.
Além dos trabalhadores e trabalhadoras sem terra, estiveram presentes delegações internacionais e representantes de centrais sindicais, partidos políticos, movimentos negro e sem-teto, além de representantes de países como Cuba, Haiti, Burkina Faso e Palestina. O ato político também contou com a participação do dirigente nacional do MST, João Pedro Stédile, que reforçou a importância da solidariedade entre os povos frente às ofensivas do capital internacional.
O encerramento da mobilização foi marcado pela canção “El Derecho de Vivir en Paz”, do cantor e compositor chileno Victor Jara, reafirmando, em tom poético, o direito dos povos à paz, à liberdade e à autodeterminação.