Notícias dos Gabinetes
Mauro Rubem promove Audiência Pública sobre os recursos do pré-sal no Legislativo
Juntamente com Mauro Rubem, João Antônio Moraes,coordenador da Central Única dos Trabalhadores e da Federação Única dos Petroleiros e João Pedro Stedile, coordenador Nacional da Via Campesina, fizeram parte da mesa diretiva, e ainda a presidenta do Sindisaúde, Fátima Veloso; o representante da Associação Goiana dos Municípios, Adenir Duarte, e Márcio Veiga representando o deputado Federal Rubens Otoni, além do jornalista Pinheiro Sales.
Estavam presentes representantes dos sindicatos dos Odontólogos e dos trabalhadores da Saúde do Estado de Goiás, do Movimento dos Sem Terra (MST), da Associação Goiana dos Municípios, da Central Única dos Trabalhadores, além de estudantes secundaristas e acadêmicos da Universidade Federal de Goiás e da Universidade Católica de Goiás.
Mauro Rubem esclareceu que a audiência ajuda a fomentar a discussão sobre as melhores formas de aplicação social da riqueza gerada pela exploração do pré-sal. “Este assunto tem estar na mesa dos 193milhões de brasileiros, sócios do País. Os recursos devem ser aplicados em áreas como Saúde, Educação e melhoria da tecnologia de exploração e prospecção do produto. Devem ser destinados, sobretudo, a diminuir as desigualdades sociais no País”, afirma o petista.
O coordenador da Via Campesina, João Pedro Stédile, falou à imprensa sobre a participação de movimentos sociais nas discussões. Stédile explicou que os movimentos têm como principal objetivo incentivar a aplicação dos recursos do pré-sal em setores que priorizem os interesses nacionais. "Queremos que nossas reivindicações sejam transformadas em lei. O MST participa deste evento, juntamente com a Via Campesina, em defesa do petróleo nacional", afirmou.
O coordenador também defendeu a exploração do petróleo exclusivamente por empresas brasileiras. "O petróleo é um bem natural e deve ser considerado propriedade de todos os brasileiros. Somos contra a concessão da exploração para empresas estrangeiras. A riqueza do pré-sal deve ser explorada por estatais nacionais", argumentou.
Stédile também disse que toda a riqueza gerada pelo pré-sal deve priorizar o atendimento das necessidades nacionais. "Devemos priorizar setores como a petroquímica, que produzem bens úteis à sociedade, além dos combustíveis. Além disso, a riqueza gerada deveria ser melhor distribuída por todo o País", concluiu.
João Antônio Moraes reforçou que o petróleo é um bem estratégico para qualquer nação do mundo. Por isso as novas reservas descobertas no Brasil devem ter o controle de toda a sociedade.
O presidente da FUP destacou que o petróleo está presente em mais de três mil produtos e representa atualmente mais de 50 por cento de toda a matriz energética brasileira e, por isso, a descoberta do pré-sal representa uma oportunidade única para estruturar o País.
Moraes finaliza: “Trata-se de uma das maiores descobertas mundiais dos últimos 30 anos. Os recursos devem ser aplicados em projetos de moradia popular, saúde, reforma agrária e outras áreas sociais. Se não for assim, corremos o risco de destinar mais uma de nossas riquezas para beneficiar apenas uma minoria, como aconteceu com o pau-brasil, o ouro e outros minérios. Pior do que gringos que querem nos comprar, são os brasileiros que querem nos vender”, concluiu.