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Ozair destaca importância do Teste da Orelhinha
Ainda nos primeiros dias de vida, alguns exames realizados na maternidade permitem identificar diversas doenças no bebê. Mas nem todos, como o teste do pezinho, por exemplo, são obrigatórios e gratuitos. Neste mês, foi aprovada uma lei federal que pode mudar esse cenário.
A partir de agora, hospitais e maternidades públicas são obrigados a fazer gratuitamente o exame de Emissões Otoacústicas Evocadas, mais conhecido como teste da orelhinha. O exame, que já era obrigatório em alguns municípios como São Paulo, verifica se o bebê responde a algum estímulo sonoro e deve ser realizado no primeiro mês de vida.
Em cada grupo de 10 mil recém-nascidos, 30 apresentam problemas de surdez. Uma das causas freqüentes são as infecções virais na gravidez, como a rubéola, perfeitamente evitáveis com orientação no pré-natal. Mas se ela falhou, uma boa assistência no nascimento permite que a deficiência seja detectada cedo e não comprometa o desenvolvimento da criança.
Daí a importância do teste da orelhinha ser realizado o quanto antes, de preferência ainda no hospital. O teste, que custa em média R$ 80 nas maternidades privadas de São Paulo, é coberto por alguns convênios de saúde.
Se o teste da orelhinha acusa deficiência auditiva, o primeiro passo é consultar o médico otorrino, para complementar a avaliação. Assim, a criança inicia logo o tratamento, evitando problemas com a linguagem. Podem ser estímulos sonoros, terapias de reabilitação, próteses que amplificam o som e até cirurgia, como o implante coclear — um aparelho colocado dentro do ouvido, que leva o som ao nervo auditivo.