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Deputados se revezam na tribuna durante votação da Ordem do Dia

02 de Maio de 2019 às 16:50

Durante discussão de matéria na Ordem do Dia da sessão ordinária desta quinta-feira, 2, o deputado Amauri Ribeiro (PRP) rebateu críticas do deputado Lucas Calil (PSD) ao governador Ronaldo Caiado (DEM). Lucas Calil dissse que o governador Ronaldo Caiado "usou de estelionato político". "Mas ninguém sabe fazer isso tanto quanto o ex-governador que deixou Goiás neste estado. Marconi Perillo, quando era governador, fez promessas estarrecedoras ao meu município, e eu, como prefeito. Prometeu mundos e fundos. Recapeamento de meio-fio, reforma de prefeitura, construção de quadras. Mas, após a eleição, não cumpriu nada. Só queria meu apoio”, disse.

O parlamentar também incluiu na lista de promessas não cumpridas o programa Goiás na Frente, onde, segundo ele, obras foram iniciadas sem ter dinheiro. Amauri afirmou que a gestão passada começava as obras sabendo que não iria concluir. “Isso sim é um estelionato político. Deputados da oposição dizem para nós, que somos situação, que nós ficamos apontando o dedo para trás. Mas como não apontar se o Materno Infantil está a ponto de ser fechado por culpa do governo passado e tudo está caindo nas costas deste governo. Como não apontar se a maioria da oposição que usa a tribuna termina o discurso dizendo paga dezembro? Quem que deixou dezembro sem pagar foi o seu governo, que deveria ter quitado a folha no dia 31 de dezembro”, retrucou o deputado.

Ele afirmou que a oposição está atribuindo todos os problemas do Estado aos quatro meses do governo de Ronaldo Caiado. “Lembrando que o Materno Infantil iria ser fechado no primeiro dia de governo. E só não foi por intervenção do governador Ronaldo Caiado. Tudo que vem acontecendo nesse estado é culpa do governo que saiu. Não tem como não jogar a culpa do fechamento do Materno Infantil na administração passada”, salientou.

Por sua vez, o deputado Alysson Lima (PRB) disse o governador Ronaldo Caiado (PRB) não deveria continuar com o discurso de "terra arrasada", mas mostrar maior envolvimento com os problemas enfrentados por Goiás. De acordo com ele, desde a posse, em 1º de janeiro, o Chefe do Executivo é o responsável pelo Estado.

A afirmação do parlamentar se deu durante a discussão do processo n. 873/19, de autoria do deputado Diego Sorgatto (PSDB), que altera a Lei n° 12.313 de 28 de março de 1994, que dispõe sobre a gratuidade e subsídios tarifários a usuários do transporte coletivo de passageiros e no sistema intermunicipal de transporte rodoviário no âmbito do Estado de Goiás. 

“O governador Ronaldo Caiado assumiu em janeiro. Não dá mais para continuar com o discurso de terra arrasada. Ele mal fica em Goiás e passa boa parte do tempo em Brasília, onde tira selfie com o (ministro da Economia) Paulo Guedes. Caiado disse que resolveria a situação do Hospital Materno Infantil ainda em janeiro e até agora nada. Se a unidade de saúde fechar, será por exclusiva incompetência do Governador e do secretário de Saúde, Ismael Alexandrino”, afirmou o deputado.

O deputado Paulo Cezar Martins (MDB) apresentou requerimento pedindo que a Casa convoque a auditora fiscal do Trabalho, Jacqueline Carrijo, para prestar esclarecimentos sobre a interdição do Hospital Materno Infantil. A auditora foi quem coordenou os trabalhos, em conjunto com o Ministério Público Federal e a Superintendência Regional do Trabalho em Goiás.

“Uma senhora que não conhece, não sabe o que está acontecendo, e quer fechar o Materno Infantil? O Governo tem quatro meses e está fazendo o que é possível”.

Durante a Ordem Dia, o parlamentar ainda criticou o deputado Talles Barreto (PSDB), pela defesa do aumento dos percentuais do orçamento impositivo. “O senhor foi o principal responsável por não conseguirmos as emendas impositivas no governo passado”, afirmou.

Paulo Cezar também aproveitou a oportunidade para defender a gestão do governador Ronaldo Caiado (DEM). “O Governador está pagando a Saúde para os municípios, que o seu governo não pagava. Está pagando a Educação, e o seu Governo não pagava”, disse.

Durante discussão de projeto de lei na Ordem do Dia, o deputado Lucas Calil (PSD) disse que faz coro ao discurso da oposição no sentido de que o Governo tem dado "demonstrações de incompetência e falso moralismo". De acordo com ele, medidas como o não pagamento do funcionalismo relativo a dezembro de 2018, fechamento de escolas, corte de recursos para a UEG (Universidade Estadual de Goiás), falta de manutenção nas estradas e problemas no atendimento em saúde "são evidências dos problemas de gestão do Governo estadual".

A afirmação do parlamentar se deu durante a discussão do processo nº 873/19, de autoria do deputado Diego Sorgatto (PSDB), que altera a Lei n° 12.313, de 28 de março de 1994, que dispõe sobre a gratuidade e subsídios tarifários a usuários do transporte coletivo de passageiros e no sistema intermunicipal de transporte rodoviário no âmbito do Estado de Goiás.

“Faço coro ao discurso dos deputados de oposição. O Governo tem dado demonstrações de incompetência e falso moralismo, um estelionato eleitoral. Para começar, não pagou os salários de dezembro de 2018. Pagaram janeiro de 2019, mas deixaram o mês anterior simplesmente para politizar o debate e jogar o problema nas costas do governo passado. Há um desmonte nas políticas públicas, especialmente na Educação, com fechamento de 18 escolas, extinção de turnos, cortes na UEG e o desmonte do programa Jovem Cidadão, que quase deixou cinco mil jovens desempregados do dia para a noite”, afirmou o parlamentar.

Lucas Calil disse que a oposição está atenta às incoerências do Governo, "em especial o discurso sobre o fim de conchavos e mamatas". Para ele, de um lado, o Governo alega falta de recursos, mas por outro, demonstra que há verbas disponíveis".

“Estamos atento à incoerência desse governo, que fala do fim dos conchavos e da mamata, mas hoje há uma farra do boi no Palácio das Esmeraldas. Se não paga dezembro, por um lado, procura deputados para oferecer cargos no Governo para formar base de apoio. As estradas estão todas acabadas e nada foi feito. Vidas estão sendo ceifadas. Há ainda o problema da saúde, com a interdição do Hospital Materno Infantil. Quando o Governo disse que iria leiloar carros de luxo para ajudar o hospital, fui às redes sociais para dizer que isso de nada resolveria. Não se faz gestão com proselitismo”, afirmou o deputado.

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