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Da tribuna, presidente da Alego repudia conduta da Enel e sai em defesa dos produtores rurais do Estado

08 de Maio de 2019 às 15:26

O presidente da Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego), Lissauer Vieira (PSB), fez uso da palavra durante o Pequeno Expediente da sessão ordinária desta quarta-feira, 8, para repudiar a conduta da Enel — empresa responsável pela distribuição de energia no Estado — que tem notificado e “aterrorizado” produtores irrigantes de Goiás.

A explanação do presidente diz respeito a uma notificação enviada pela empresa aos produtores rurais de todo Estado. O comunicado ameaça cortar o benefício referente a Tarifa Verde sob argumento de que “os produtores não estão enquadrados na outorga da Secretaria de Meio Ambiente”, explica o parlamentar.

Para Lissauer, nenhum produtor seria “ousado” ou “inconsequente” de trabalhar sem a devida outorga. “Se a Secretaria de Meio Ambiente não tem estrutura física ou pessoas suficientes para analisar os processos dentro do prazo necessário, o produtor não pode ser penalizado por isso”, destacou. O deputado assegurou, em seguida, que todos os produtores já protocolaram suas solicitações de renovação da outorga, porém, “pela falta de estrutura da secretaria e de analistas técnicos” os pedidos não foram analisados em tempo.

O presidente também lembrou que foi implantada na Casa a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Enel. “Essa empresa não presta um serviço de qualidade à população do Estado de Goiás. Na verdade, ela tem prestado um desserviço ao povo goiano. E agora quer atrapalhar o desenvolvimento do Estado e aterrorizar os nossos produtores. Esses trabalhadores têm feito a economia girar, até mesmo para ajudar o Estado a sair dessa crise sem precedentes e de números negativos”, lembrou o parlamentar.

Por fim, Lissauer garantiu que a Assembleia Legislativa jamais aceitará que a empresa atrapalhe os produtores. E disparou em seguida: “Já cobrei da secretária de Meio Ambiente uma solução imediata”. Segundo o deputado, a Secretaria de Meio Ambiente conta hoje com um total de 50 mil processos de liberação de outorga e outros assuntos “represados por conta da falta de pessoal”. “Sei da intenção da secretária, mas não vamos nos calar”, finalizou.

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