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Secretário de Saúde defende ações ponderadas em relação ao Materno Infantil

09 de Maio de 2019 às 10:29

Ao se pronunciar na audiência pública que discute a crise da saúde pública em Goiás, o secretário de Saúde do Estado, Ismael Alexandrino Júnior, pontua tripé da gestão a fim de atender às necessidades do setor em Goiás. De acordo com o gestor, o primeiro ponto é a regionalização de fato, para que pacientes do interior tenham acesso à saúde, a fim de diminuir sobrecarga do Materno Infantil; em segundo, a reestruturação da Regulação, que é inadequada, e fere a equidade, já que o interior não tem acesso, além da falta transparência. E em terceiro lugar, a eficiência operacional e financeira das unidades.

Ismael concorda com a situação de precariedade daquela unidade de saúde. “Ela é inadequada e insuficiente”, afirma. Mas diz reconhecer a importância do Materno Infantil e defende que sejam realizadas ações ponderadas e parcimoniosas. "Mas essas medidas precisam ser de forma razoável. E a interdição não resolve”, afirma.

Segundo o secretário, o que vem após a inspeção da unidade, “precisa ser em prol do melhor para a população”.

Interdição

Sobre o termo de interdição da unidade, o secretário explica que são exigências apontadas em março de 2018. De um total de 30, que necessitam de correção estrutural e assistencial. “Temos atacado uma a uma as exigências, em parceria com a equipe do Materno Infantil. Do total, 13 já foram resolvidas, e as 17 que faltam serão resolvidas dentro do prazo de 15 dias”, afirma.

“A equipe da Secretaria tem dado apoio e visitado diariamente o Materno Infantil, para auxiliar na solução das exigências”, explica. O secretário salienta ainda a importância dos profissionais que atuam na unidade. “Eles são o material mais importante que existe lá.”

Alternativa de vagas

Ismael também apresenta alternativas para solucionar a superlotação da unidade de uma forma mais adequada. Uma é a transferência de pacientes para o Hospital de Urgências Dr. Otávio Lage (Hugol). A unidade abriu 60 vagas de enfermaria pediátrica e 20 de UTI.

Outra alternativa em pauta, segundo o secretário de Saúde, é a utilização da sede do Hospital do Servidor, em discussão com o Ipasgo, para que o local receba pacientes do Materno Infantil. E há ainda a opção de ajustes com hospitais privados. Além destas, o gestor defende a construção de uma nova unidade do HMI.

O secretário da participa da audiência promovida pela Comissão de Saúde e Promoção Social, da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), presidida pelo médico e deputado Gustavo Sebba (PSDB), na manhã desta quinta-feira, 9. O debate tem lugar no Auditório Costa Lima, com o objetivo de tratar da situação da saúde pública em Goiás.

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