Ícone alego digital Ícone alego digital

Após sabatinar Abel Rochinha e redefinir pontos na agenda, CPI da Enel é encerrada

09 de Maio de 2019 às 12:24

Após a oitiva com o presidente da Enel Goiás, Abel Rochinha, o deputado Henrique Arantes (PTB), presidente da CPI da Enel, declarou encerrada a sétima reunião do colegiado. O interrogado veio acompanhado do advogado da companhia, Lúcio Flávio, que também é presidente da OAB no Estado.

De forma geral, Rochinha reproduziu, em sua apresentação, dados já defendidos, em oitiva realizada no dia 21 de março, pelo seu colega Humberto Eustáquio, que é diretor de Relações Institucionais Enel. À semelhança de seu subordinado, o presidente da distribuidora em Goiás destacou investimentos realizados e melhorias alcançadas após a privatização da antiga Celg.

Também conforme a oitiva anterior citada, as informações apresentadas durante a reunião de hoje foram recebidas com novas críticas por parte dos parlamentares membros da CPI. Ao justificá-las, foram apontados problemas já recorrentes, como fraudes em cobranças de contas de luz, diferenciações entre as contratações de empresas goianas prestadoras de serviços elétricos e outros Estados dentre outros.

Uma das principais reivindicações continuou sendo a questão referente às carências de suprimento energético para expansão de parques industriais e também para atendimento às demandas dos produtores rurais do Estado. Dentre estes últimos, o setor que vem sendo mais afetado seria o que compõe a bacia leiteira goiana, conforme destaque dado por vários parlamentares presentes na reunião.

Os deputados membros da CPI da Enel voltaram a alertar sobre os descompassos existentes entre a percepção da população e a da distribuidora italiana quanto à qualidade dos serviços prestados em Goiás. Para isso, apresentaram outras várias reclamações de consumidores, que vêm sistematicamente denunciando problemas relacionados à ineficiência do fornecimento energético tanto na região metropolitana quanto no interior do Estado.

Antes de declarar encerrada a sessão, Henrique Arantes deixou convocada outra, para a próxima terça-feira, 14. Na ocasião, o colegiado irá ouvir e interrogar o ex-governador José Eliton (PSDB). Já a sabatina ao também ex-governador tucano, Marconi Perillo, prevista para ser realizada na quinta-feira, 16, foi adiada. A data ainda deverá ser acordada pelo colegiado. A proposta foi levantada pelo relator Cairo Salim (Pros), que, ao defendê-la, chamou a atenção dos colegas para a necessidade de se ouvir mais integrantes do corpo técnico do então governo responsável pela venda da Celg.

Nesse sentido, o colegiado também aprovou outro requerimento de sua autoria que trata da convocação da secretária de Fazenda na ocasião, Ana Carla Abrão. A data da oitiva ainda deverá ser anunciada, estando prevista para ocorrer no mês de junho.

Compartilhar

Nós usamos cookies para melhorar sua experiência de navegação no portal. Ao utilizar você concorda com a política de monitoramento de cookies. Para ter mais informações sobre como isso é feito, acesse nossa política de privacidade. Se você concorda, clique em ESTOU CIENTE.