Após sabatinar Abel Rochinha e redefinir pontos na agenda, CPI da Enel é encerrada
Após a oitiva com o presidente da Enel Goiás, Abel Rochinha, o deputado Henrique Arantes (PTB), presidente da CPI da Enel, declarou encerrada a sétima reunião do colegiado. O interrogado veio acompanhado do advogado da companhia, Lúcio Flávio, que também é presidente da OAB no Estado.
De forma geral, Rochinha reproduziu, em sua apresentação, dados já defendidos, em oitiva realizada no dia 21 de março, pelo seu colega Humberto Eustáquio, que é diretor de Relações Institucionais Enel. À semelhança de seu subordinado, o presidente da distribuidora em Goiás destacou investimentos realizados e melhorias alcançadas após a privatização da antiga Celg.
Também conforme a oitiva anterior citada, as informações apresentadas durante a reunião de hoje foram recebidas com novas críticas por parte dos parlamentares membros da CPI. Ao justificá-las, foram apontados problemas já recorrentes, como fraudes em cobranças de contas de luz, diferenciações entre as contratações de empresas goianas prestadoras de serviços elétricos e outros Estados dentre outros.
Uma das principais reivindicações continuou sendo a questão referente às carências de suprimento energético para expansão de parques industriais e também para atendimento às demandas dos produtores rurais do Estado. Dentre estes últimos, o setor que vem sendo mais afetado seria o que compõe a bacia leiteira goiana, conforme destaque dado por vários parlamentares presentes na reunião.
Os deputados membros da CPI da Enel voltaram a alertar sobre os descompassos existentes entre a percepção da população e a da distribuidora italiana quanto à qualidade dos serviços prestados em Goiás. Para isso, apresentaram outras várias reclamações de consumidores, que vêm sistematicamente denunciando problemas relacionados à ineficiência do fornecimento energético tanto na região metropolitana quanto no interior do Estado.
Antes de declarar encerrada a sessão, Henrique Arantes deixou convocada outra, para a próxima terça-feira, 14. Na ocasião, o colegiado irá ouvir e interrogar o ex-governador José Eliton (PSDB). Já a sabatina ao também ex-governador tucano, Marconi Perillo, prevista para ser realizada na quinta-feira, 16, foi adiada. A data ainda deverá ser acordada pelo colegiado. A proposta foi levantada pelo relator Cairo Salim (Pros), que, ao defendê-la, chamou a atenção dos colegas para a necessidade de se ouvir mais integrantes do corpo técnico do então governo responsável pela venda da Celg.
Nesse sentido, o colegiado também aprovou outro requerimento de sua autoria que trata da convocação da secretária de Fazenda na ocasião, Ana Carla Abrão. A data da oitiva ainda deverá ser anunciada, estando prevista para ocorrer no mês de junho.