Ícone alego digital Ícone alego digital

Comissão de Educação promove audiência pública para debater militarização para escolas do ensino fundamental

13 de Maio de 2019 às 17:06
Crédito: Marcos Kennedy
Comissão de Educação promove audiência pública para debater militarização para escolas do ensino fundamental
Comissão discute gestão compartilhada de colégios militares

O Poder Legislativo sediou, na tarde desta segunda-feira, 13, uma audiência pública proposta pela Comissão de Educação, Cultura e Esporte da Casa para debater a gestão compartilhada nas escolas municipais militarizadas do Estado. Comandado pelo deputado estadual e presidente da comissão, Talles Barreto (PSDB), o encontro teve espaço no auditório Costa Lima e reuniu autoridades de diversos municípios goianos.

Um dos propositores da reunião de hoje foi o deputado Coronel Adailton (PP). Ele, que é um defensor do modelo em discussão, disse, em entrevista à Agência Assembleia de Notícias que o encontro tem por objetivo “apresentar as opiniões dos prefeitos e debater com os municípios o modelo de escolas municipais militares”.

O parlamentar explica que isso significa “levar para o ensino fundamental I e II, com crianças a partir dos seis anos de idade, o direito de serem educadas nos mesmos moldes dos colégios militares estaduais”. O que, para ele, é sinônimo de “muito sucesso e brilhantismo”. “Queremos essa mesma qualidade de ensino para nossas crianças”, destaca.

Adailton explica ainda que para que não haja diminuição de policiais e bombeiros nas ruas, caberia ao Estado convocar e deslocar profissionais da reserva “e os colocar à disposição dos prefeitos para atender essas unidades”.

Na visão do parlamentar, a presença desses profissionais nas escolas de ensino fundamental garante, ainda, mais segurança ao ambiente escolar. “Haja vista que o profissional convocado tem seu direito de trabalhar fardado, equipado, armado. Este é o diferencial. Temos acompanhado várias tragédias ocorrendo dentro das unidades escolares então esse também seria um diferencial para a Educação”.

Quanto a parte pedagógica, “esta não sofreria interferência”, frisa. “Os militares participam apenas com ensinamentos de disciplina, ordem unida, civismo, patriotismo, a parte pedagógica continuaria exatamente igual ao modelo atual de ensino”, explica.

Discussão

Durante o encontro, o deputado Amauri Ribeiro (PRP) defendeu a ampliação dos colégios militares em Goiás. "Digo sempre que o que vai salvar a Educação nesse país é a disciplina. E é isso que vemos nessas unidades de ensino. Na minha época, os alunos respeitavam os professores. Eram uma espécie de segundo pai”, destaca.

Na visão do parlamentar “hoje, a realidade não é essa”. Ele argumenta que alguns professores sequer querem entrar numa sala de aula. “Muitos profissionais estão com depressão. Mas tive a oportunidade de conversar com professores que lecionam em colégios militares e vemos que a disciplina tem sido resgatada nessas unidades".

Segundo o representante da Secretaria de Estado de Educação (Seduc), Coronel Viveiros, o governador Ronaldo Caiado não é contra a questão. "Não tenho procuração para falar em nome do Governador, mas os fatos me permitem dizer que ele não é contra. O que nós precisamos agora é formatar o meio para fazermos isso acontecer".

Coronel Viveiros disse, ainda, não entender o motivo de algumas pessoas ainda serem contra os colégios militares. "Se eles têm um bom resultado no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB), isso se deve a boa parceria entre os policiais e professores. Os militares cuidam da administração enquanto os professores cuidam da parte pedagógica. Não há interferências nesse sentido".

Ainda de acordo com o representante da Seduc, a militarização de escolas municipais já foi admitida pelo Ministério da Educação (MEC), o que resta agora é discutir como implantar o modelo no estado. Por fim, Viveiros cobrou espaço para representantes dos colégios militares, que já somam 98 unidades, no Conselho Estadual de Educação.

Encerramento

Depois de assegurar a fala a prefeitos, secretários de Educação e professores presentes na audiência pública, o deputado Coronel Adailton (PP) encerrou a audiência considerando o encontro "gratificante e proveitoso". "Faremos um documento a respeito dessa audiência e queremos colocar uma sugestão ao governador Ronaldo Caiado sobre o desligamento de 94 policiais militares que foram recolhidos. Se o Governo entender que eles não são necessários no Estado, que os coloque à disposição deste projeto", finalizou Coronel Adailton.

Participaram do encontro o presidente da Comissão de Educação, Cultura e Esporte, deputado Talles Barreto (PSDB), o vice-presidente do colegiado, deputado Coronel Adailton (PP) e o deputado Amauri Ribeiro (PRP). Também compõem a mesa o representante da Secretaria Estadual de Educação, Coronel Viveiros, o suplente do senador Vanderlan Cardoso (PP), Jader Melo e o presidente do Conselho Estadual de Educação, professor Marcos Elias.

Compartilhar

Nós usamos cookies para melhorar sua experiência de navegação no portal. Ao utilizar você concorda com a política de monitoramento de cookies. Para ter mais informações sobre como isso é feito, acesse nossa política de privacidade. Se você concorda, clique em ESTOU CIENTE.