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Segurança dos hospitais goianos

18 de Junho de 2019 às 11:30
Crédito: Valdir Araújo
Segurança dos hospitais goianos
Audiência publica sobre segurança nos hospitais
Iniciativa do deputado Cairo Salim, audiência pública nesta terça-feira, 18, discutiu o tema com participação de representantes de hospitais e da Secretaria de Estado da Saúde. Evento teve lugar no Auditório Solon Amaral.

A Assembleia Legislativa de Goiás realizou audiência pública para debater a segurança nos hospitais, por iniciativa do deputado Cairo Salim (Pros), na manhã desta terça-feira, 18. Salim apresentou projeto sobre o tema, com a implantação de monitoramento nas unidades de saúde, e uso de pulseiras sonoras a fim de evitar rapto de recém-nascidos nos hospitais e maternidades de Goiás. A reunião teve lugar no Auditório Solon Amaral, do Palácio Alfredo Nasser, sede do Legislativo.

Além de Salim, compuseram a mesa o presidente do Conselho Estadual de Saúde, Venerando Lemes; o presidente da Associação dos Hospitais Privados Alta Complexidade do Estado de Goiás (Ahpaceg), Haikal Helou; o vice-presidente da Comissão de Saúde da OAB Goiás, José Rodrigues; o diretor do Hospital de Urgências Governador Otávio Lage (Hugol), Hélio Ponciano Travenzol.

O deputado salientou a importância da participação dos envolvidos no debate. “Quero ouvir médicos e enfermeiros. Queremos errar menos”, apontou. O parlamentar apresentou, em plenário, projeto que visa garantir a segurança de pacientes e profissionais dos hospitais. “Nós estamos promovendo a audiência pública, tendo em vista o projeto de lei que apresentamos semana passada.”

Medidas

Presidente do Conselho Estadual de Saúde, Venerando Lemes afirmou que são visíveis os absurdos que acontecem em muitas unidades de saúde. “Não é só em Goiás, é no Brasil inteiro. Nós precisamos trabalhar isso, já imaginou o desespero de um pai e de uma mãe que perde o seu filho que foi sequestrado em um hospital? Nós precisamos cuidar disso. Temos que ouvir todos que estão aqui, para nos ajudar a tomar medidas cabíveis para resolver esses diversos problemas que estão acontecendo em muitas unidades de saúde.” 

Presidente da Associação dos Hospitais Privados de Alta Complexidade do Estado de Goiás (Ahpaceg), Haikal Helou apontou a importância da discussão sobre a segurança do paciente. “Tudo sobre o assunto nos interessa”, afirmou. O médico reconhece a vulnerabilidade do paciente, porém é de opinião que o monitoramento não soluciona o problema, que é a verdadeira falta de segurança no país. “Já temos câmeras, mas precisamos de mais segurança, inclusive dos profissionais. Temos uma sociedade violenta. O Brasil é o país mais violento do mundo.”

Haikal Helou critica a segurança, principalmente no que diz respeito à estrutura. “Gostaríamos de discutir o paciente como um todo.” 

Privacidade

A privacidade do paciente é uma preocupação apontada pelo o diretor do Hospital de Urgências Governador Otávio Lage (Hugol), Hélio Ponciano Travenzol. Ele pontuou que tanto Código de Ética de Medicina e legislação já existente garantem direito dos pacientes à privacidade. “O debate é importante, mas é mais aprofundado. O paciente tem direito e temos que manter o sigilo.”

O vice-presidente da Comissão de Saúde da OAB Seção Goiás, José Rodrigues, disse que há, efetivamente, necessidade da discussão sobre o tema, mas isso deve ocorrer com abordagem mais ampla. “Esse projeto vem para lançar luz sobre o problema. Milhares de pessoas estão morrendo por contrair infecção hospitalar. Centenas de pacientes são medicados se forma errada e acabam morrendo por conta disso. Discutir a segurança dos pacientes deve ser feita também nesse aspecto. Quero deixar claro que nós estamos à disposição para discutir esse projeto com profundidade.”

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