Advogado diz que em países com porte de arma liberado as taxas de morte violenta são menores
Durante audiência pública que segue na Assembleia Legislativa, o presidente da Comissão Especial de Estudo pelo porte de Arma para Advogados, Daniel Alvarenga, fez uso da palavra, discutindo o porte de arma para advogados. A comissão da qual ele faz parte foi criada para desenvolver um estudo técnico e científico para os advogados inscritos na Ordem dos Advogados do Brasil.
Segundo ele, a análise constatou que o estatuto se firmou como instrumento defasado, pois o cidadão foi seduzido pela proteção quando da realização do plebiscito, mas o que se percebe é uma escala de crimes no país. O Estatuto violou garantias individuais, especialmente o da legítima defesa, e o Estado já não consegue fornecer a proteção necessária para todas as pessoas durante todo o tempo.
Alvarenga lembrou que o Fórum Brasileiro de Segurança pública registrou 63 mil mortes violentas no ano de 2017. "Esses números colocam o Brasil, se comparados com países da Europa, com taxas 30 vezes superior. Já em países onde existe porte de arma, as taxas registradas são bem menores, inclusive os nossos vizinhos, como Uruguai e Chile”, finalizou.