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Vice-presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB-GO se coloca contra porte de armas

24 de Junho de 2019 às 11:47

O vice-presidente da Comissão de Direitos Humanos da seccional goaina da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-GO), Gilles Gomes, falou durante audiência pública no Auditório Solon Amaral na manhã desta segunda-feira, 24.

O debate discute o porte de armas para advogados e Gilles se colocou contrário a essa possibilidade. “Não tem como falarmos do porte de armas de fogo para advogados sem contextualizar o nosso momento de segurança pública. É importante lembrar que a população, no meu ponto de vista, não aprovou o porte de armas, mesmo que o símbolo do presidente eleito seja o porte de armas.”

Ele também falou sobre a afirmação de que países cuja o porte de armas é deliberado a criminalidade é menor, segundo ele esse argumento não se sustenta, e cita a Suíça como exemplo. “A Suíça não tem menos violência por conta das armas, mas sim pelo índice de desenvolvimento que dá para seus cidadãos, como direitos humanos, educação e segurança pública de fato”, ressaltou.

“Todos nós estamos submetidos aos mesmos riscos de anos de constante desestruturação da segurança pública. Também existe o argumento da isonomia com base na equiparação da administração da Justiça, assim penso que não é o porte da arma de fogo que vá gerar essa isonomia e sim o controle do magistrado”, falou.

“Desde 2016, 72 advogados no Brasil foram assassinados, destes 45 tinham direito ao exercício funcional, se fôssemos fazer uma análise quantitativa, que representa 0,0065% dos advogados, esse número é muito pequena e sob esse prisma, não existe fundamento no argumento do risco para porte de arma de fogo”, salientou.

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