Presidente do Ipasgo, Sílvio Fernandes explica aumento de 21% na Comissão de Finanças
A convite do deputado Henrique Arantes (PTB), que apresentou requerimento durante a reunião ordinária da Comissão de Tributação, Finanças e Orçamento de ontem, o presidente do Ipasgo, Sílvio Fernandes, esteve nesta quinta-feira, 27, em novo encontro do colegiado para prestar esclarecimentos sobre o aumento de 21% na mensalidade do plano de saúde dos servidores do Estado.
Em resposta ao propositor da audiência, Silvio explicou que a definição do percentual de aumento foi resultado de uma avaliação atuarial prevista em lei que obriga o Ipasgo a realizar o estudo anualmente. Ainda de acordo com o presidente, nos últimos três anos, o reajuste não foi realizado e a correção acumulada referente a esse período é de 19%, o que contribuiu para o alto reajuste de agora.
Questionado pelos parlamentares sobre a falta de diálogo com os servidores a respeito do aumento, o presidente do Ipasgo afirmou que a discussão foi ampla e de maneira bastante técnica. “Esse ajuste era para ter sido aplicado desde o mês de março. Não tem como ser diferente. É a realidade do Ipasgo, que hoje é de déficit. Pode até haver um incremento de receita, mas a despesa está aumentando muito mais por uma série de fatores: expectativa de vida de usuários, novas tecnologias, e, lembrando que a inflação de Saúde hoje gira em torno de 27% ao ano.
Sílvio Fernandes esclareceu ainda que a correção impactará apenas 280 mil dos 620 mil beneficiários do Ipasgo. “É importante salientar que esse aumento vai incidir sobre aqueles que são atuariais (os que contribuem por idade). Já para os servidores que contribuem sobre percentual de salário, esse aumento só vai incidir sobre aqueles que pagam o piso, que era R$ 77,00, aproximadamente, e foi para R$ 96,00; e para os que contribuem sobre o teto, que era em torno de R$ 700,00 e foi para cerca R$ 860,00. A grande massa de servidores que não contribuem nem com piso, nem com teto e nem com atuarial, não vai ter nenhum tipo de aumento”, pontuou.
O presidente falou ainda sobre o andamento das obras do Hospital do Ipasgo, que tem 20% das obras não concluídas e já teve 17 aditivos. “Estamos terminando de fazer uma avaliação, e nos próximos dias teremos uma notícia sobre a conclusão desse hospital”, finalizou.