Em relação à gestão, Lucas Calil diz que governo age como "elefante numa loja de louças"
Ao encaminhar voto da tribuna, o deputado Lucas Calil (PSD) disse que o governo age como "um elefante numa loja de louças" e que o Estado de Goiás não se enquadra no regime de recuperação previsto pela Lei Complementar federal nº 159/2017. A matéria em questão é um requerimento da oposição que solicita a suspensão da votação do processo nº 3843/19, da Governadoria, que autoriza a adesão do Estado de Goiás ao Regime de Recuperação Fiscal (RRF) do Governo Federal.
“Tenho batido na tecla de que esse governo é um grande elefante numa loja de louças. Não digo isso com rancor ou com as tripas, mas baseado em fundamentos e dados. Quero recapitular momentos dessa gestão. No início do mandato, trouxeram técnicos da Secretaria do Tesouro Nacional para avaliar as contas públicas e constataram que Goiás não se enquadrava às exigências. Depois, tentaram um projeto de equilíbrio fiscal, que não foi adiante. Tentaram ficar com parte do Fundo Constitucional do Centro-Oeste, destinado aos produtores que sustentam a economia do país, mas voltaram atrás. Agora tentam de novo o RRF”, afirmou o deputado.
Lucas Calil disse que o governo arrecadou R$ 1 bilhão a mais nos primeiros seis meses do que no mesmo período do ano passado. Segundo o parlamentar, apesar disso, o governo tem recorrido a empréstimos junto ao Poder Judiciário. “A incompetência desse governo é tamanha que tiveram de pegar recursos do Fundesp. Nunca se arrecadou tanto em Goiás e agora o Executivo tenta dividir com sua base a própria incompetência”, afirmou.