Deputado Bruno Peixoto propõe ampliar cadastro de doadores de medula
Bruno Peixoto (MDB) propõe projeto de lei nº 1622/19, para que servidor público, cadastrado doador de medula óssea seja beneficiado com dispensa de ponto e dia de descanso. A medida abordada na matéria visa beneficiar servidores civis e militares. O projeto encontra-se na Comissão de Constituição, Justiça e Redação da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), com pedido de vista pelo próprio autor da propositura.
Peixoto argumenta ao afirmar, “o transplante de medula óssea é indicado como parte do tratamento de cerca de 80 doenças em diferentes estágios e para diferentes faixas etárias”. Ele aponta que a dificuldade no procedimento tem como principal causa a falta de doador compatível, “já que as chances de o paciente encontrar um doador compatível são de 1 em cada 100 mil pessoas, em média”.
Cadastramento
O parlamentar argumenta que os procedimentos para se cadastrar como doador de medula óssea são muito simples e que a pessoa deve procurar o Hemocentro do seu estado e agendar uma consulta de esclarecimento ou palestra sobre doação de medula óssea. “O voluntário à doação irá assinar um termo de consentimento livre e, esclarecido, preencherá uma ficha com informações pessoais”.
O deputado esclarece que o próximo passo será a retirada de uma amostra de sangue, que será analisada por meio de teste de laboratório, que identificará suas características genéticas. Os dados pessoais e o exame genético serão incluídos no Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (Redome). “Quando houver um paciente com possível compatibilidade, o doador será consultado para decidir quanto à doação”, explica Bruno.
O parlamentar informa ainda que para seguir com o processo de doação serão necessários outros exames para confirmar a compatibilidade e uma avaliação clínica de saúde. “Somente após a conclusão de todas essas etapas o candidato poderá ser considerado apto e realizar a doação”, reitera o legislador.
Mais chances
Embora o número de doadores voluntários tenha aumentado expressivamente nos últimos anos, colocando o Brasil como detentor do terceiro maior banco de dados do gênero no mundo, atrás apenas dos registros dos Estados Unidos e da Alemanha, esse número, segundo o Ministério da Saúde, ainda é insuficiente. “Com a finalidade de aumentar o número de possíveis doadores e trazer esperanças de cura para muitos pacientes com produção anormal de células sanguíneas, consideramos importante incentivar o cadastro”, defende o parlamentar goiano.