PEC que prevê aumento de repasse de verbas à UEG segue tramitação na CCJ
Segue sua tramitação na Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego), aguardando devolução de pedido de vista na Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ), o Projeto de Emenda à Constituição (PEC) 2143/19, de autoria do deputado Antônio Gomide (PT), que visa garantir a aplicação anual de no mínimo 30% da receita de impostos na educação. A matéria deverá ser votada na comissão após o término do recesso parlamentar.
De acordo com o projeto, dessa porcentagem, cerca de 4,25% serão destinados para a execução das políticas de ciência e tecnologia. Desse modo haverá um aumento de 2% para 3% no orçamento destinado a Universidade Estadual de Goiás (UEG). Além disso, será instituída obrigatoriedade de se realizar repasses em duodécimos mensais para a Universidade.
O deputado justifica que a educação é um dos direitos sociais expressos pela Carta Magna de 1988 e compõe o conjunto de medidas necessárias para a efetiva dignidade da pessoa humana. Essa importância fez com que uma parte da Constituição Federal fosse destinada ao direito à educação. “É notória a relação de dependência dos direitos fundamentais aos fatores econômicos e à disponibilidade de verbas, sendo que a escassez desses recursos implica restrição concreta da efetivação de tais direitos. O presente projeto de emenda à Constituição tende a promover o equilíbrio na gestão das políticas de educação no Estado de Goiás. Dessa forma, O aumento do orçamento destinando a Universidade Estadual de Goiás possibilitará maior autonomia administrativa e consequentemente mais qualidade na formação dos estudantes”, complementa.
Atualmente, a UEG com sede administrativa na cidade de Anápolis, e campo de atuação em todo o estado, mantém 42 unidades universitárias, oferece 52 cursos em 39 cidades organizados em 42 campi. Segundo Gomide, os recursos aplicados à universidade são utilizados ao custeio de despesas da instituição, como contas de água, energia, internet, segurança e transporte.