Projeto Juntos pelo Araguaia
O deputado e presidente da Comissão de Agricultura, Pecuária e Cooperativismo da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), Zé Carapô (DC), vai promover na próxima segunda-feira, 5 de agosto, reunião para promoção do projeto Juntos pelo Araguaia. Na oportunidade será discutida a proposta de recuperação de 10 mil hectares de áreas de preservação permanente ao longo da calha do Rio Araguaia, em Goiás e no Mato Grosso. O encontro será a partir das 9 horas, no auditório Solon Amaral.
O governo de Goiás em parceria com os governo federal e do Mato Grosso lançaram no mês de junho, entre as cidades de Aragarças (GO) e Barra do Garças (MT), o projeto Juntos pelo Araguaia, que visa recuperar áreas de nascentes e de recarga da Bacia do Rio Araguaia em 27 municípios dos dois Estados. O lançamento oficial, no dia 5 de julho, contou com a presença do presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL), e dos governadores de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM), e do Mato Grosso, Mauro Mendes (DEM).
Durante o evento, os Ministérios da Casa Civil; Agricultura, Pecuária e Abastecimento; Meio Ambiente; Desenvolvimento Regional; bem como, a Secretaria Geral e a Secretaria de Governo, além das Secretarias de Meio Ambiente de Goiás e Mato Grosso assinaram um Acordo de Cooperação que garante a execução do projeto e prevê a criação do fundo de conversão das multas.
Com a finalidade de garantir o empenho do governo federal na execução do projeto, o presidente Bolsonaro e os governadores Mauro Mendes e Ronaldo Caiado assinaram um Protocolo de Intenções.
Exposição na Assembleia Legislativa
Nesse sentido, ocorrerá a Exposição do projeto Juntos pelo Araguaia pelo Poder Legislativo, uma iniciativa do deputado Zé Carapô, em parceria com a secretária de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Andréa Vulcanis. “O objetivo da exposição será debater, com produtores, governo, órgãos, instituições e entidades que atuam com desenvolvimento sustentável, a ação de conservação do solo, a implantação de bacias de contenção de água de chuvas e sedimentos, o terraceamento de pastagens e a recomposição florestal para isolamento e plantio de mudas em nascentes e matas ciliares”, afirma Zé Carapô.
Andréa Vulcanis explica que o projeto vai “plantar água”, em outras palavras, garantirá que o recurso volte ao lençol freático e a vazão do rio seja capaz de atender às demandas de consumo da população, de animais, da produção agrícola e da indústria.
Na primeira fase do projeto, a previsão é a de que os dois estados restaurem 10 mil hectares de áreas de preservação permanente e de recarga de aquíferos nas cabeceiras e nos afluentes que formam o Rio Araguaia.
A proposição e concepção técnica do projeto Juntos pelo Araguaia é do Instituto Espinhaço, Organização da Sociedade Civil especializada em projetos de desenvolvimento sustentável. "O Instituto Espinhaço desenvolveu voluntariamente a proposta do projeto, tendo como base as maiores experiências de recomposição florestal em larga escala do Brasil, como a que está sendo implantada em Minas Gerais, onde o instituto restaurou mais de 2.300 hectares de Cerrado e Mata Atlântica, com foco na revitalização de bacias hidrográficas", informa Luiz Oliveira, presidente da entidade.
Em Goiás, o projeto é coordenado pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), sob a gestão da secretária Andréa Vulcanis. O estado do Mato Grosso também desenvolverá ações simultâneas por meio da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), sob a coordenação da secretária Maureen Lazaretti.
O projeto prevê ações de recomposição florestal, conservação de solo e água, além de engajamento dos produtores rurais das comunidades e municípios envolvidos no território da Bacia Hidrográfica do Alto Araguaia, região que receberá a primeira fase do projeto.
De acordo com Luiz Oliveira, presidente do Instituto Espinhaço, o projeto Juntos pelo Araguaia deve ter um esforço integrado do primeiro, segundo e terceiro setor. Segundo Oliveira, não é possível iniciar a reversão do atual quadro da Bacia Hidrográfica do Araguaia sem que haja um pacto social que enfoque a entrega de resultados efetivos para a sociedade, com divisão de responsabilidades e ações integradas e sistêmicas que possam cooperar para eliminar as costumeiras trincheiras ideológicas e que possam articular ações inteligentes dos governos e sociedade civil.
"Assim, é possível valorizar e apoiar o produtor rural, personagem central para o projeto, dado que ele, além de produzir alimentos, deve ser o grande aliado para o fortalecimento dos serviços ecossistêmicos, principalmente a oferta de água, insumo vital para viabilizar a produção agropecuária no Brasil", pontua presidente do Instituto Espinhaço.