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Zé Carapô preside em instantes encontro para discussão de proposta de recuperação do Rio Araguaia

05 de Agosto de 2019 às 08:05

Presidente da Comissão de Agricultura, Pecuária e Cooperativismo da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), o deputado Zé Carapô (DC) promove nesta segunda-feira, 5, reunião para promoção do projeto Juntos pelo Araguaia. O encontro será a partir das 9 horas, no auditório Solon Amaral.

Na oportunidade será discutida a proposta de recuperação de 10 mil hectares de áreas de preservação permanente ao longo da calha do Rio Araguaia, em Goiás e no Mato Grosso.

O governo de Goiás em parceria com os fovernos federal e do Mato Grosso lançaram no mês de junho, entre as cidades de Aragarças (GO) e Barra do Garças (MT), o projeto Juntos pelo Araguaia, que visa recuperar áreas de nascentes e de recarga da Bacia do Rio Araguaia em 27 municípios dos dois estados. O lançamento oficial, no dia 5 de julho, contou com a presença do presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL), e dos governadores de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM), e do Mato Grosso, Mauro Mendes (DEM).

Durante o evento, os Ministérios da Casa Civil, da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, do Meio Ambiente, do Desenvolvimento Regional, bem como a Secretaria Geral e a Secretaria de Governo, além das Secretarias de Meio Ambiente de Goiás e Mato Grosso, assinaram um Acordo de Cooperação que garante a execução do projeto e prevê a criação do fundo de conversão das multas.

Com a finalidade de garantir o empenho do governo federal na execução do projeto, o presidente Bolsonaro e os governadores Mauro Mendes e Ronaldo Caiado assinaram um Protocolo de Intenções.

Exposição na Assembleia Legislativa

Nesse sentido, ocorrerá a exposição do projeto Juntos pelo Araguaia pelo Poder Legislativo, uma iniciativa do deputado Zé Carapô, em parceria com a secretária de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Andréa Vulcanis. “O objetivo da exposição será debater, com produtores, governo, órgãos, instituições e entidades que atuam com desenvolvimento sustentável, a ação de conservação do solo, a implantação de bacias de contenção de água de chuvas e sedimentos, o terraceamento de pastagens e a recomposição florestal para isolamento e plantio de mudas em nascentes e matas ciliares”, afirma Zé Carapô.

Andréa Vulcanis explica que o projeto vai “plantar água”, em outras palavras, garantirá que o recurso volte ao lençol freático e a vazão do rio seja capaz de atender às demandas de consumo da população, de animais, da produção agrícola e da indústria.

Na primeira fase do projeto, a previsão é a de que os dois estados restaurem 10 mil hectares de áreas de preservação permanente e de recarga de aquíferos nas cabeceiras e nos afluentes que formam o Rio Araguaia.  

A proposição e concepção técnica do projeto Juntos pelo Araguaia é do Instituto Espinhaço, Organização da Sociedade Civil especializada em projetos de desenvolvimento sustentável. "O Instituto Espinhaço desenvolveu voluntariamente a proposta do projeto, tendo como base as maiores experiências de recomposição florestal em larga escala do Brasil, como a que está sendo implantada em Minas Gerais, onde o instituto restaurou mais de 2.300 hectares de Cerrado e Mata Atlântica, com foco na revitalização de bacias hidrográficas", informa Luiz Oliveira, presidente da entidade.

Em Goiás, o projeto é coordenado pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), sob a gestão da secretária Andréa Vulcanis. O estado do Mato Grosso também desenvolverá ações simultâneas por meio da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), sob a coordenação da secretária Maureen Lazaretti.

O projeto prevê ações de recomposição florestal, conservação de solo e água, além de engajamento dos produtores rurais das comunidades e municípios envolvidos no território da Bacia Hidrográfica do Alto Araguaia, região que receberá a primeira fase do projeto.

De acordo com Luiz Oliveira, presidente do Instituto Espinhaço, o projeto Juntos pelo Araguaia deve ter um esforço integrado do primeiro, segundo e terceiro setor. Segundo Oliveira, não é possível iniciar a reversão do atual quadro da Bacia Hidrográfica do Araguaia sem que haja um pacto social que enfoque a entrega de resultados efetivos para a sociedade, com divisão de responsabilidades e ações integradas e sistêmicas que possam cooperar para eliminar as costumeiras trincheiras ideológicas e que possam articular ações inteligentes dos governos e sociedade civil.

"Assim, é possível valorizar e apoiar o produtor rural, personagem central para o projeto, dado que ele, além de produzir alimentos, deve ser o grande aliado para o fortalecimento dos serviços ecossistêmicos, principalmente a oferta de água, insumo vital para viabilizar a produção agropecuária no Brasil", pontua o presidente do Instituto Espinhaço.

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