"Engajamento do produtor é fundamental para o sucesso do Juntos pelo Araguaia", diz gestor
Durante a apresentação do projeto Juntos pelo Araguaia, o presidente do Instituto Espinhaço, Luiz Oliveira, disse que a proposta foi atender às necessidades do produtor rural e que esse deve estar disposto a contribuir com a iniciativa. “Nosso objetivo é conseguir aumentar a produção de água com a recuperação ambiental”, explicou o gestor na reunião para promoção do projeto, evento que tem lugar no auditório Costa Lima da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), na manhã desta segunda-feira, 5. A propositura do encontro é do presidente da Comissão de Agricultura, Pecuária e Cooperativismo da Alego, deputado Zé Carapô (DC).
“O projeto foi elaborado para os produtores rurais, que precisam compreender a importância para que encontrem o mecanismo de sobreviver com dignidade, com geração de emprego e renda. Precisamos ajudar as pessoas a encontrarem saída. O instituto irá dar apoio técnico para que os produtores saibam como produzir mais e melhor”, afirmou Luiz Oliveira.
Ele salientou a importância de o projeto ter sido elaborado logo no início da atual gestão estadual. Serão 5 mil hectares em Goiás e 5 mil hectares no Mato Grosso, na primeira fase do projeto. O programa vai trabalhar desde a coleta de sementes, para abastecer os três viveiros que serão implantados na própria região de plantio, para atender à demanda de replantio. É um amplo programa de mobilização social. “Para isso é importante a participação de sindicatos, cooperativas, empresas, prefeituras. Enfim todos precisam cooperar. Há tarefa de casa para cada um."
O presidente da organização pontuou a importância do engajamento de todos os envolvidos a fim de obter os melhores resultados. Além da Gestão Integrada de Território, ao trabalhar alternativas para que as comunidades possam sobreviver. “A adesão das pessoas é voluntária".
Ele explicou ainda como funciona a metodologia adotada, no qual os projetos são específicos por propriedade. “Nos dá trabalho fazer para cada proprietário, mas dessa forma erramos menos, pois reduz o risco de as mudas não se desenvolverem".
Outro ponto relevante é que as mudas serão monitoradas. Além do fornecimento de assistência técnica permanente, como novas abordagens de produção, com implantação de sistemas agroflorestais, para o produtor ter qualidade de produção, dinheiro e conservar o meio ambiente.
A Organização
O Instituto Espinhaço é a Organização da Sociedade Civil responsável pela proposição e concepção do projeto. “Tudo foi feito com recurso próprio da instituição, por meio de cooperação”, disse o presidente da entidade, esclarecendo ainda que o instituto está presente em 12 países, entre a China e Canadá, e é referência brasileira de recuperação florestal em larga escala. “Trabalhamos com cultura, social e desenvolvimento. Nosso centro são as pessoas".
Oliveira explicou que a entidade tem cinco unidades de alta performance com o plantio de 12 mil mudas por dia. “São espécies que possuem conexão com o território, e principalmente, com o produtor rural”, salientou. A entidade trabalha com o desenvolvimento de tecnologia para a produção de mudas. “Onde mais aprendemos foi com os mateiros e raizeiros”, explica. A entidade é responsável por programas de recuperação realizados em Minas Gerais, Distrito Federal, Espírito Santo e Goiás, onde trabalha há três anos e meio.
Com um trabalho voltado ao planejamento territorial, a entidade desenvolveu desde a logomarca à concepção. “O Araguaia é um desafio e uma oportunidade para Goiás”, asseverou Oliveira. Ele pontuou ainda a necessidade de uma mudança de comportamento. “O programa tem como horizonte, pessoas e produção de água para abastecimento e para o agronegócio".
Para a execução, o governo de Goiás tem buscado parcerias com outros países, além de universidades, Senar, Faeg e outras entidades da sociedade civil.