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Adriana Accorsi quer incluir romaria de carros de bois de Trindade no calendário cívico

06 de Agosto de 2019 às 11:17

Deve iniciar sua tramitação na Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ) da Assembleia nos próximos dias o projeto de lei nº 3755/19, de autoria da deputada Delegada Adriana Accorsi (PT), que propõe incluir no Calendário Cívico Cultural do Estado de Goiás, a romaria de carros de bois, realizada, anualmente, no município de Trindade, durante a Festa do Divino Pai Eterno. 

O projeto de lei visa reconhecer a importância da tradição da romaria de carros de bois na cultura de Goiás. O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) reconheceu essa manifestação como Patrimônio Cultural Brasileiro no dia 15 setembro de 2016. “Esse reconhecimento simboliza a obrigação do poder público de preservar essa manifestação cultural e religiosa que expressa a identidade cultural de homens e mulheres do campo”, defende a parlamentar.

A Festa do Divino Pai Eterno em Trindade é realizada, anualmente, entre o final de junho e início de julho. Entre os milhares de fiéis, estão famílias que saem das fazendas de diversas cidades de Goiás e de Estados próximos e seguem de carro de boi até Trindade para agradecer as bênçãos recebidas e pagar suas promessas.

Desta forma, a romaria de carros de bois da Festa do Divino Pai Eterno representa a cultura e as antigas práticas do modo de vida rural. Ao usarem um meio de transporte tido como anacrônico, os carreiros e os demais participantes da Romaria de Carro de Bois, rememoram os tempos dos seus antepassados e reconstroem a tradição da vida rural e das devoções religiosas.

A preparação para a romaria envolve diversas atividades, desde os reparos nos carros de bois, os mantimentos que serão consumidos, ofertados ou vendidos durante o trajeto, até o aluguel para ficar na cidade durante a festa. “Deste modo, os carreiros da romaria de carro de bois, sendo herdeiros, guardiões e transmissores dos costumes da vida rural, buscam apoio financeiro do poder público para continuar essa tradição”, explica Adriana Accorsi. 

Para se tornar lei, o projeto precisa receber o aval das Comissões da Casa, ser aprovada em dois turnos em Plenário e, posteriormente, ter a sanção do Governador.

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