Deputados usam a tribuna para discutir matérias e ações de governos
Em pronunciamento na Ordem do Dia, o deputado Lucas Calil (PSD) disse que não faz sentido retomar os trabalhos legislativos do segundo semestre discutindo ainda a atuação do governo anterior. De acordo com ele, o atual governo deveria trabalhar com mais afinco. O parlamentar utilizou a tribuna durante a discussão do processo n° 3105/19, de autoria de Zé Carapô (DC), que concede Título de Cidadania à ministra Damares Regina Alves.
“Os erros do governo anterior se refletiram no resultado da eleição. Isso acabou. O atual governador fez parte por 16 anos do governo passado, que indicou o ex-governador José Éliton que, inclusive, era seu advogado pessoal. Estamos chegando ao nono mês de governo e ainda não foi pago o salário de dezembro”, afirmou.
Lucas Calil disse que o Diário Oficial do Estado trouxe informações sobre o contingenciamento de recursos para o custeio de merenda escolar para alunos da rede pública de ensino. Para o parlamentar, a oposição não deixaria a informação passar batido.
O deputado Humberto Aidar (MDB) disse que a pesquisa, citada pelo deputado Delegado Humberto Teófilo (PSL) no Pequeno Expediente, e encomendada pela Casa para averiguar a imagem da Assembleia na população goiana é boa porque vai servir para descobrir o que está bom e o que precisa melhorar. “O duodécimo, por exemplo, é um direito da Assembleia e não um favor do governador e isso precisa ser melhor explicado”, afirmou.
“Já em publicidade essa Casa nunca gasta, enquanto prefeitos, governadores e até o Judiciário gastam nessa área”, afirmou. Aidar defendeu que o parlamento goiano passe também a gastar em publicidade. “Hoje a imprensa goiana só fala da Assembleia quando é para falar mal, em geral a Assembleia só é notícia quando o assunto é ruim, ninguém mostra a nossa produção boa, de alta qualidade e quantidade”, afirmou.
“Apesar do recesso em julho, não deixamos de atuar. Estamos atentos ao que o governo quer para nosso povo. Pasmem, no Diário Oficial, o governador demonstra que não acredita na educação como meio de transformação do nosso povo. Depois de tudo, foram retirados recursos da merenda escolar da boca das crianças do nosso estado. A oposição não pode deixar isso passar batido”, afirmou.
O deputado Amauri Ribeiro (Patriotas) subiu à tribuna para discursar na votação da matéria que concede Título de Cidadania Goiana à ministra Damares Regina, dizendo compartilhar do seu ideal de mudança, principalmente na educação, priorizando a família e o respeito.
Ainda, aproveitou para criticar a oposição que disse faltar merenda nas escolas públicas de Goiás e enfatizar que não só é uma mentira isso, como, ao visitar a Secretaria de Educação, constatou que estão ampliando o tamanho da merenda, principalmente na zona rural do estado. “Em momento algum está faltando merenda nas escolas. A oposição tem que tomar cuidado com suas falas, isso não acontece”, disse.
Em outro assunto, ao tratar de indicação para trabalhar no Estado, o parlamentar defendeu que a equipe que ajudou a eleger o governador Ronaldo Caiado (DEM), está sim trabalhando no governo. “A diferença é que eles de fato trabalham, ao contrário do governo passado, onde pessoas ocupavam cargos, mas não o exerciam”.
A deputada Lêda Borges (PSDB) se manifestou contra projeto de autoria do deputado Zé Carapó (DC), que concede Título de Cidadania Goiana à ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves.
"Eu não vou votar favorável a um projeto que concede título a uma ministra que diz que o problema do abuso sexual de meninas na Ilha do Marajó é um problema de falta de calcinha. Porque elas não usam calcinh, elas são abusadas. Durante uma entrevista, ela propôs uma parceria a empresários que quisessem levar para a ilha uma fábrica de calcinhas. Isso é, entre tantas outras coisas graves, as inconsistência que esta mulher diz”, observou a deputada.
Lêda afirmou que o novo governo ainda não mostrou a que veio no caso das políticas públicas para mulheres, indígenas, negros, quilombolas, crianças e jovens. “Aliás onde houve contingenciamento orçamentário do governo federal foi na educação, na cidadania, na marcação de terras da Amazônia”, criticou.