Deputados debatem em plenário e votação da Ordem do Dia fica para 3ª feira
Ao iniciar a Ordem do Dia, o presidente em exercício, Rafael Gouveia, abriu também a possibilidade de discussões das matérias que estavam na pauta de votações desta quinta-feira, 8. O primeiro projeto em debate foi do deputado Karlos Cabral (PDT), que cria o programa “Nascer Cidadania”.
O deputado Delegado Humberto Teófilo (PSL) destacou ação do governo estadual que entregou à Secretaria de Segurança Pública de Goiás frota de 900 viaturas novas, 726 rádios de comunicação digital, além de outros equipamentos. “Diferentemente do governo anterior, Ronaldo Caiado motiva o trabalho da Polícia Militar e da Polícia Civil”, disse.
Teófilo destacou ainda que o governador extinguiu a categoria de policiais militares que recebiam salários de R$ 1.500 e os equiparou com as outras categorias.
“Com essa valorização e esses equipamentos a Polícia Militar e a Polícia Civil vão trabalhar cada vez mais. Bem diferente do governo passado, que perseguia delegado que ficava investigando corrupção. Delegado que investigava prefeito amigo do governador era punido com remoção. E ainda diziam que era promoção. Eu mesmo fui removido de Jussara para Inhumas e depois para Goiânia sem nenhumacréscimo”, salientou o deputado.
Humberto Teófilo comentou ainda o discurso do deputado Virmondes Cruvinel (Cidadania), que destacou o momento de independência vivido pela Assembleia Legislativa de Goiás. “Esta Casa deve estar querendo ser independente mesmo porque nunca foi. A Assembleia sempre foi comandada nos últimos anos pelo ex-governador Marconi Perillo. Ele ditava regras, aprovava projetos e atropelava comissões. Mas é preciso lutar por uma independência de verdade. Não coloquem a faca no pescoço do governador. Não fiquem selecionando projetos para aprovar. Sou favorável ao duodécimo da Casa. Tem que pagar sim. Está previsto na Constituição. Mas não sou favorável à contratação de uma agência de publicidade para a Casa”, ressaltou.
Em discurso, o deputado Alysson Lima (PRB) diz que os defensores do governo anterior a Ronaldo Caiado (DEM) não podem falar de moralidade, nem fazer críticas relacionadas a esse assunto. Ele também fez críticas a Caiado. “Os defensores incondicionais de Caiado também estão errados, porque esse governo é péssimo e desumano até agora, o Estado está parado, não tem credibilidade, não tem identidade própria, precisa ficar indo para Brasília todo dia pegar garupa no Bolsonaro, o governo Caiado ainda não representa mudança alguma para os goianos, tanto que fez cortes radicais na Educação, um erro”, comentou.
Para Alysson Lima, é um erro essa aposta que os governos Caiado e Bolsonaro fazem no estado mínimo. “Até porque é um estado grande na arrecadação e mínimo só nas políticas sociais, justamente que beneficiam os mais pobres”, afirmou. Por fim, Alysson também condenou a política de encher a cidade de Goiânia de blitze feitas pela Polícia Militar. “Isso é só para pegar carro de gente trabalhadora, de gente pequena, eu presenciei várias blitze de cortar o coração”, reclamou.
O deputado Amauri Ribeiro (Patriotas) se manifestou a favor do projeto do deputado Karlos Cabral (PDT), que cria o programa “Nascer Cidadania”, e também usou de seu discurso para responder Alysson lima que havia usado a tribuna momentos antes.
Amauri rebateu críticas que Alysson fez sobre sua vida pessoal. “O que acontece na minha vida pessoal não tem nada a ver com minha vida pública. Não tenho vergonha do que fiz em momento algum, pois nunca fiz algo que eu acreditasse ser errado”, afirmou.
O parlamentar ainda deixou claro o que pensa sobre sua conduta ética e moral. “Sou amigo de quem é meu amigo, e sou inimigo de quem é meu inimigo, não pego na mão e não bato nas costas e não faço questão de ter a amizade de quem não compartilha do mesmo ideal que eu”, pontuou.
Talles Barreto (PSDB) rebateu as críticas de Amauri Ribeiro e disse que acredita na honestidade do governador Ronaldo Caiado, mas não acredita no seu governo, que só tem forasteiros e que cada um só pensa em si. Ele fez duras críticas à administração estadual e disse que o caminho desse governo é o fracasso.