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Presidente da OAB diz que entidade não pode ter partido e precisa moderar lados do debate político no país

08 de Agosto de 2019 às 20:51

O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) – Seção Goiás, Lúcio Flávio Siqueria de Paiva, discursou na sessão especial em homenagem ao Dia do Advogado.

Da tribuna, Lúcio Flávio primeiramente agradeceu ao deputado Delegado Eduardo Prado pela bela homenagem à advocacia de Goiás e aproveitou para reconhecer, de público, a sua parceria com a OAB, principalmente pelo apoio incondicional à manutenção integral do Fundo de Pagamento à Advocacia Dativa de Goiás, que não foi aprovado pela Casa.

“Esse momento é sempre muito importante para nós, profissionais, porque temos a oportunidade para mostrar à sociedade a importância da nossa profissão. Tenho a honra de já estar no primeiro ano do meu segundo mandato à frente da OAB. Sempre destaquei a importância da advocacia, sua história e tradição, as qualidades que o profissional deve ter”, declarou Lúcio Flávio.

Ainda propôs uma reflexão aos homenageados. “O momento que vivemos no Brasil já exige muito da Ordem dos Advogados e da advocacia brasileira, e seremos cada vez mais cobrados a nos posicionar sobre o que temos visto acontecer no país, não só nos meses recentes, mas nos dias recentes”, apontou.

Ao esclarecer, se referiu ao fato de que, há cerca de dez dias, a OAB foi tragada e colocada no centro do debate político do Brasil por uma declaração “extremamente infeliz do presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL), que, de maneira irônica e com desdém, se referiu ao que aconteceu com o pai do atual presidente da Ordem, Felipe Santa Cruz, quanto ao seu desaparecimento no regime militar”.

Lúcio Flávio disse, ainda, que essa fala infeliz acabou por colocar mais lenha em uma fogueira que já está muito grande, colocando a OAB, mais do que nunca, no centro do debate político no país. “Não temos o diálogo essencial à formação dos consensos democráticos, mas sim uma guerra ideológica, com extremos à esquerda e à direita, que querem fazer prevalecer sua visão de mundo. E os maiores interesses da nação brasileira ficam em segundo plano. Uma guerra que não tem vencedores, mas um inexorável perdedor: a República Federativa do Brasil”, defendeu.

Por fim, o presidente da OAB Goiás disse ainda que a Ordem tem que cumprir uma função essencial: promover a pacificação da nação brasileira. “E para isso, precisamos, em geral, ter moderação. Essa é a palavra de ordem a partir de agora a toda advocacia brasileira. Precisamos trazer a palavra de moderação no momento em que ninguém está disposto a dialogar”, reforçou Lúcio Flávio.



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