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Comissão de Minas e Energia

19 de Agosto de 2019 às 15:40
Crédito: Carlos Costa
Comissão de Minas e Energia
Visita técnica da Comissão de Minas e Energia à Granja Leiteira Sol Dourado
Presidida por Virmondes Cruvinel, a Comissão visitou a Granja Leiteira Sol Dourado, cogeradora de energia elétrica, nesta segunda-feira, 19. A unidade, em Gameleira de Goiás, servirá de exemplo no próximo Fórum do Setor Enérgetico.

A Comissão de Minas e Energia da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) realizou na manhã desta segunda-feira, 19, visita técnica à Granja Leiteira Sol Dourado, em Gameleira de Goiás, município situado a 114 km de Goiânia, na região da Estrada de Ferro. Também participou da ação, o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae Goiás), parceiro do Legislativo goiano na iniciativa. A atividade foi importante para conhecer in loco, o projeto implantado na propriedade leiteira que transforma excrementos dos animais em fonte de energia sustentável, a partir de biodigestor.

A unidade será apresentada como case de reaproveitamento do material orgânico para geração de energia, na próxima reunião do Fórum Permanente de Assuntos Relacionados ao Setor Energético do Estado de Goiás, que acontecerá no dia 31 de agosto, na sede do Sebrae.

O deputado estadual e presidente da comissão, Virmondes Cruvinel (Cidadania) salientou a importância da visita ao afirmar ser esse o caminho do futuro. “O papel da comissão é em primeiro lugar, reconhecer esses belos trabalhos, essas referências que estão sendo adotadas no estado”, disse.

Cruvinel afirmou também estar muito feliz com a oportunidade de conhecer uma propriedade que apostou em biomassa como possibilidade de economizar energia, além de garantir a sustentabilidade. O parlamentar disse ainda estar satisfeito com a parceria da comissão com os municípios, com a presença do prefeito de Gameleira de Goiás. “O prefeito Wilson Júnior tem dedicado atenção aos produtores e à área de energias”, apontou o parlamentar.

Virmondes complementou ainda que, “o que a gente presencia aqui é um exemplo de sucesso, com a biomassa sendo efetivada, e já pensando no caminho de uma cogeração com a energia fotovoltaica”, informou.

O parlamentar salientou que faz parte trabalho da comissão trabalhar em Goiás, e principalmente, “cobrar das autoridades, do Governo do Estado para que tenha sensibilidade com a apoio a isso. Trabalhar junto aos produtores, e empresários que apostam em investir em energias renováveis, diminuindo a burocracia, garantindo mais celeridade em relação às licenças ambientais, dentro da legalidade, mas também respeitando essa necessidade do produtor e do empresário em investir no nosso estado”, defendeu Cruvinel.

O prefeito Wilson parabenizou os proprietários da fazenda que é considerada modelo, pela forma de conduzir a produção. “Estamos muito satisfeitos com o trabalho deles, que é importante para o nosso município, e para o meio ambiente”, salientou.

Resultados positivos

Por meio da parceria com o Sebrae, selada a partir de agora, será possível a elaboração de um levantamento técnico e de viabilidade econômica do investimento da Granja Sol Dourado, em sustentabilidade. A ideia é que, a partir do material que será produzido, seja possível municiar outros pequenos proprietários, também produtores de leite, com todas as informações necessárias para a implantação de projetos semelhantes em suas fazendas.

Agostinho Pedrosa, proprietário da granja relembrou que quando adquiriu a propriedade, há mais de 30 anos, não havia sequer energia elétrica. “Hoje, já conta com energia trifásica, e já caminhamos para o uso do biodigestor, que acho ser o grande diferencial”, comemorou. O marco na granja, que produz cerca de 6 mil litros de leite ao dia, com 220 vacas em lactação, é a transformação da biomassa gerada em energia.

O empresário completou ainda que já tem buscado informações para implantação da energia solar. “Temos buscado informações a respeito para complementar nossa conta de energia, e até ajuntar com o produzido a partir da biomassa para creditar a favor da nossa empresa em Goiânia”, apontou.

Outro importante ganho para a propriedade é que a biomassa, além de produzir energia, também é importante na melhoria da qualidade do solo. O empresário lembrou que no ano passado utilizou 500 kg de adubo químico. Neste ano, o volume caiu para 200 kg e, em 2020, de acordo com o resultado de análises da composição dos resíduos gerados pelo biodigestor após a geração de energia, poderá deixar de utilizar fertilizante industrial.

Desafio e informações

Quem explicou o desafio para a implantação do projeto é Alessandro Pedrosa, filho de Agostinho, que auxiliou na implantação do projeto na propriedade da família. O trabalho teve início há cerca de 5 anos, mas só foi possível colocar a energia produzida na rede elétrica há cerca de dois anos. “Nosso maior desafio foi o conhecimento do projeto. Quem já tinha funcionando e também quem executava”, disse.

Por se tratar de uma novidade para a época, e a empresa em busca de economia, Alessandro precisou buscar em diversas fontes, toda a informação de que necessitava para alcançar os resultados pretendidos para a propriedade. “Conseguir informações a respeito de como e quem fazia o projeto, além de saber como ligar a energia na rede da concessionária”, explicou.

Alessandro salientou ainda que a partir dos resultados apurados, o empreendimento é promissor e a propriedade agora possui capacidade de repassar a outros proprietários os conhecimentos adquiridos.

Consultoria técnica

A partir de agora, com a presença dos técnicos do Sebrae, que irão acompanhar o projeto, será possível compilar os resultados. A informação é de Jovanilson Freitas, engenheiro eletricista e consultor do Sebrae. “O objetivo é transformar o projeto em um case para ser apresentado como referência para melhoria de eficiência energética e também mostrar outras fontes de energia”, explicou.

Já o economista Ricardo Wanderley Fernandes de Oliveira, também consultor do Sebrae será responsável pelo levantamento da viabilidade econômica ao se implantar projetos semelhantes. “Teremos condições de respaldar a viabilidade financeira do projeto, além de apontar aos possíveis instrumentos de financiamento para auxiliar os empresários interessados na implantação. Poderemos mostrar todos os detalhes, com números, além de outros benefícios”, salientou.

Além disso, Ricardo afirmou que será possível mostrar aos proprietários, vantagens que vão além da economia de recursos financeiros a partir da implantação do projeto. “Os empresários irão saber do ganho social e ecológico. E de contribuir para o marketing positivo para a empresa”, frisou.

Maria Auxiliadora Gomes Leão, gestora de projetos do Sebrae afirmou a visita técnica é importante para o conhecimento do projeto, e a partir deste, o levantamento para proporcionar informações concretas para os pequenos produtores. “O foco é produzir material e obter informações que possam servir de subsídio para os pequenos proprietários. Poderemos fornecer aos nossos clientes, um produto completo, voltado à viabilidade do investimento”, informou.

Também participaram da visita, os secretários de Transporte de Gameleira de Goiás, Pedro José de Alcântara e o de Meio Ambiente, Paulo Sérgio de Oliveira. As consultoras do Sebrae Cláudia Sousa Silva, responsável pela elaboração das cartilhas do Projeto Brasil Central – Energias Renováveis, que envolvem levantamentos nos estados de Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Roraima e Distrito Federal, e Luiza Godoi, responsável pelo levantamento Potencial Energético do Estado de Goiás a partir de fontes renováveis de energia.

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