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Investigação da CPI das Universidades subsidia operação da Polícia Civil

03 de Setembro de 2019 às 18:49

O trabalho investigativo da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Universidades subsidiou ação da Polícia Civil, que por meio do Primeiro Distrito Policial de Goiânia, desencadeou na manhã desta terça-feira, 3, a Operação Darcy Ribeiro para combater irregularidades no fornecimento de diplomas falsos de cursos superiores. A operação, que envolveu 80 policiais entre agentes e delegados, cumpriu 19 mandados de busca e apreensão contra oito instituições de ensino, suspeitas de comandar a falsificação de diplomas de curso superior, especialmente o de gestão de segurança pública.

O relator da CPI deputado estadual Talles Barreto (PSDB) destacou a importância do trabalho da comissão que, segundo ele, foi decisivo para a apuração das irregularidades por parte da Polícia Civil. “Nós fizemos a denúncia ao antigo secretário de segurança pública, Irapuan Costa Junior, e agora o resultado positivo está acontecendo”, defendeu. Talles destacou ainda que a investigação da CPI vai servir como base para outras frentes de atuação da Polícia Civil. “É a mostra do trabalho construído pela CPI. Venda de diplomas, cursos irregulares à distância, que não estão acontecendo, instituições que não tem autorização do MEC para fazer graduação e pós-graduação. Várias instituições estão operando sem a legalidade necessária. Eu não tenho dúvida que o trabalho da CPI foi muito importante para a operação de hoje e vai ser muito importante para novas operações que vão ocorrer”, destacou.

Talles Barreto afirmou que o relatório final da Comissão Parlamentar de Inquérito será apresentado nesta quinta-feira, 5, e será encaminhado ao Ministério Público estadual (MP-GO). A CPI das Universidades, iniciada em março de 2018, retomou os trabalhos no dia 15 de abril de 2019, data em que foram definidos os novos titulares e suplentes. A comissão tem como membros titulares os deputados Coronel Adailton (PP), que é o presidente, Charles Bento (PRTB), que ocupa a vice-presidência; Tião Caroço (PSDB), Lucas Calil (PSD), Henrique Cesar (PSC) e Talles Barrreto (PSDB), que é o relator. Já a suplência é ocupada por Lêda Borges (PSDB), Vinícius Cirqueira (Pros), Delegada Adriana Accorsi (PT) e Amilton Filho (SD).

Essa CPI foi criada para investigar possíveis irregularidades nas expedições de diplomas de educação superior e no regular funcionamento de instituições de educação superior situadas em Goiânia e em outros municípios do estado. As denúncias estão sendo apuradas desde o dia 11 de abril de 2018, data em que convocados e convidados iniciaram fase de depoimentos à Alego.

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