Exposição de ipês artesanais na Assembleia celebra mês da primavera e Dia do Cerrado
Quem passa pelo saguão interno da Assembleia Legislativa de Goiás é surpreendido com o colorido dos ipês artesanais espalhados pela Casa. Trata-se de uma exposição da árvore mais representativa do cerrado.
A responsável pela produção dos ipês que enfeitam a Alego é a artista Waldira Maria. Com uma conversa simples e a alma emocionada, ela conta que a paixão pelo ipê começou quando ainda era pequena. Entre um trecho e outro da música "Ipê florido", famosa na voz da dupla Milionário e José Rico, ela relembra a infância.
“Eu fazia minhas casinhas de brinquedo e usava as flores para enfeitar. Meu pai cortava ipês para fazer cerca, o que é errado, mas na época a gente nem tinha coragem de questionar nossos pais. E eram as flores desses ipês que enfeitavam minhas casinhas”, conta com lágrimas nos olhos.
O processo de produção dos ipês passou por muitas transformações ao longo dos 40 anos de arte. Começou no barro, depois passou para palha, sisal e até isopor ralado antes de chegar no material utilizado atualmente, o TNT.
A evolução do produto final se confunde com a própria história da artista. Dona Waldira lembra que lá no começo, o artesanato serviu até de moeda de troca por comida. “Já fiz para dar de presente, para trocar em comida porque a vida era muito difícil, mas tudo que eu fazia eu trocava em farinha, em queijo, leite, doce, pudim...ah amava pudim! ”.
Hoje os ipês rodam o estado e o país em exposições e já ganharam até fama internacional: por várias vezes Waldira exportou os ipês artesanais.
Na Assembleia, a exposição que celebra o mês de início da primavera e ainda o Dia do Cerrado comemorado nesta quarta-feira, 11, foi aberta nesta terça e segue até o dia 20 de setembro. A mostra faz parte do projeto Terça Cultural, organizado pela Seção de Atividades Culturais.