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Projeto sobre criação da Semana da Cidadania está apta à 2ª votação em plenário

17 de Setembro de 2019 às 10:08

Está na pauta prévia, apto à segunda votação em plenário, o projeto de nº 3958/19, de autoria do presidente Lissauer Vieira (PSB), que propõe criar a Semana Estadual da Cidadania, a ser realizada, anualmente, de 1° a 7° de setembro, sempre coincidindo com a Semana da Pátria.

O projeto busca tratar de temas relacionados ao exercício de direitos e de deveres, normas vigentes, respeito às pessoas, bons hábitos, direitos políticos e cívicos. A data seria marcada por meio de ações educativas, como eventos, palestras, audiências públicas, seminários e outros meios educativos e informativos.

Para o legislador, o desrespeito às pessoas, às normas, ao espaço do outro, às autoridades, à escola e aos símbolos nacionais, tem se tornado corriqueiro. “A sociedade acostumou-se, de tal forma com a falta de regras de convivência, que passou considerar normal ou simples expressão da liberdade individual essa prática”, anota Lissauer em sua justificativa. O parlamentar explica que não é possível confundir o exercício do direito de manifestar-se individual ou coletivamente com o total descaso às básicas regras de boa convivência. “Não se pode mais aceitar como normais atitudes que vilipendiam a ética, a moral e o respeito ao próximo”, frisa.

Segundo o deputado, somente com a internalização de valores como respeito, honestidade, responsabilidade, justiça, solidariedade, generosidade, disciplina, dentre tantos outros, se construirá uma sociedade menos desigual, menos violenta. Ele aponta ainda o papel importante da escola para o despertar dos valores de cidadania.

O legislador é sensível às profundas mudanças nas famílias e afirma que, por mais que a família tente transmitir valores aos jovens, não se pode ignorar a realidade. “Mães e pais trabalham, restando-lhes pouco tempo para efetivamente transmitir conceitos de ética, moral e bons costumes aos filhos”, pontua.

O deputado aborda ainda o fato de muitos lares serem compostos por mães como única responsável pelo lar. “Ademais, pais e mães podem, também, não ter recebido tais conceitos”, completa.

Se aprovado em segunda votação, o projeto vai para sanção da Governadoria.

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