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Secretário fala sobre campanha de vacinação contra o sarampo e faz alerta sobre desinformação

10 de Outubro de 2019 às 09:09

O secretário de Estado da Saúde, Ismael Alexandrino, concedeu entrevista ao noticiário Alego News para dar detalhes do engajamento de Goiás na Campanha Nacional Contra o Sarampo e fazer alerta sobre a desinformação disseminada por alguns formadores de opinião, que têm desestimulado a vacinação. A entrevista pode ser conferida na íntegra na TV Assembleia.

De acordo com Alexandrino, os estados têm recebido um grande apoio do Ministério da Saúde, e Goiás recebeu 150 mil doses da vacina para rotina e mais 80 mil doses para a campanha iniciada no último dia 7 e que vai até 25 de outubro, sendo o dia 19 o "Dia D". Ele informou que a segunda fase da campanha vai de 18 a 30 de novembro, o "Dia D".

“Na primeira vamos focar no grupo de crianças de 6 meses até abaixo de 5 anos de idade e a segunda etapa na faixa etária entre 20 a 29 anos. O Ministério pede que restrinjamos a essas idades, nesses períodos, para que não falte a vacina. Fora dos períodos vamos fazer rotineiramente o que está previsto”, explicou.

O secretário trouxe números atualizados sobre a doença que já afetou 182 países. Segundo ele, são mais de 300 mil casos no mundo. No Brasil, foram registrados 4.507 casos com 97% deles no estado de São Paulo. Já em Goiás, são mais de 100 casos suspeitos, sendo 4 confirmados.

“É um fenômeno mundial, inclusive no Brasil, onde não se tinha mais a doença, era considerada erradicada. O vírus voltou à circulação, fazendo vítimas, inclusive causando mortes”, informou o secretário.

O titular da pasta apontou para a dificuldade de se chegar a uma ampla cobertura vacinal. “Temos uma meta de 95% de cobertura e temos dificuldade de extrapolar os 70%. No estado de Goiás, na faixa de idade mais nova da criança estamos com 82% e na idade adulta, 84% de cobertura. Há um caminho a ser percorrido aí. O que nos preocupa é que há vários formadores de opinião fazendo contracorrente em relação ao estímulo da vacina. Tem pessoas que desestimulam a vacina e adotam a não vacinação. Nos preocupa porque quando você toma essa decisão por seu filho, ela não afeta apenas seu filho, afeta a coletividade, a sociedade”, alertou

Conforme explicou Alexandrino, a vacina é o método mais seguro de prevenção da doença. “Ela passa por inúmeros testes e é totalmente segura. Aquelas pessoas que focam a questão natural, em que o próprio organismo se defende, estão equivocadas, sabemos que não é bem assim. A vacina é um avanço dos países desenvolvidos, veio acabar com as doenças infectocontagiosas. E nós retroagimos, demos um passo atrás, e precisamos ter uma cobertura vacinal ampla para que figuremos novamente como um país onde o sarampo é erradicado” acrescentou.

Sobre o grau de letalidade do sarampo ele deu uma descrição. “É uma doença que pode matar, mas é mais sintomática do que de fato letal. Assim como algumas doenças virais, como a dengue, por exemplo, que também provoca uma série de sintomas. Na linguagem popular se diz que derruba o indivíduo. No caso do sarampo, ocorrem manchas avermelhadas, olhos ardendo e febre alta. Mata menos que outras doenças, mas afeta sobretudo aquela população mais jovem”, encerrou.

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