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Na CCJ, Humberto Aidar diz que é desprovido de medo e que continua firme na CPI

10 de Outubro de 2019 às 14:59

Sobre a CPI dos Incentivos Fiscais e sobre a nota paga do Fórum Empresarial na primeira página de O Popular de hoje, o deputado Humberto Aidar (MDB), que preside a CCJ e a CPI dos Incentivos Fiscais, disse que permanece “com a espinha ereta e um coração tranquilo”. “O único ameaçado aqui tem sido eu, ninguém fala dos governadores que fazem ou sancionam leis”, afirmou.

Segundo Aidar, sua dedicação ao Parlamento é integral. “Eu tenho passado dias e noites debruçado em números, já gravaram vídeo, já fizeram nota paga em jornal e agora ameaçam estampar minha foto em outdoors por todo o Estado de Goiás afirmando que eu serei o responsável pela quebradeira das indústrias, eu não temo nada disso”, afirmou.

“Sei que as leis aprovadas aqui têm incomodado muito o setor empresarial. Eu quero dizer que a única coisa que me dói é buscar meu filho na escola e um menino de apenas 11 anos com um pedaço de jornal cujo pai é empresário vir perguntar pro meu filho o quê que o pai dele está fazendo contra Goiás”, assinalou.

Aidar também disse que é desprovido de medo. “Não me mete medo, me dá um combustível forte para continuar trabalhando, embora ninguém aqui vai perseguir ninguém. Se quer mandar em CPI, se quer convocar A ou B, se candidate e se eleja deputado, porque isso é prerrogativa de parlamentar. Quando fui escolhido para a CPI, eu sabia com o que eu estaria lidando e eu continuo sabendo, ao final da CPI vou mostrar quanto custou cada emprego em Goiás, enquanto pequenos produtores de leite vendem o almoço para pagar o jantar, vou mostrar quanto que aquele que paga pelo leite na ponta final recebe de incentivo fiscal do Estado e leva o produto para Brasília e, em vez de recolher ICMS em Goiás, recolhe lá no Distrito Federal. Continuo firme, eu não arredo pé, eu entendo e sei que tem alguém por trás de tudo isso e lamento que todas essas entidades assinem essa nota, vou continuar tratando todos como devem ser tratados, confrontando números, ninguém será execrado nesta Casa, jamais”, finalizou.

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