Lêda Borges parabeniza projeto de Chico KGL e repercute venda de ações da Saneago
A deputada Lêda Borges (PSDB) subiu à tribuna durante a discussão de matérias da sessão ordinária de hoje para destacar o projeto de lei proposto pelo deputado Chico KGL (DEM), que cria o Estatuto da Inclusão Social e Econômica a Pessoas com Deficiência, do qual foi relatora. “Parabenizo o deputado Chico KGL pela propositura, porque é importante para equidade e justiça social. Relatei favoravelmente pela matéria”, afirmou.
Na sequência, a parlamentar apontou três pontos negativos, com indagações, sobre o projeto de venda da Saneago que tramita na Casa. “Primeiro ponto é a venda de 49% das ações, segundo: o dinheiro será totalmente investido em saneamento? Poderá ser usado para outras ações?; terceiro: antes de vender, precisa renovar o contrato de concessão com a prefeitura de Goiânia”, destacou.
Para Lêda, se a matéria for aprovada, o Estado estará no limite de perder o controle da autarquia mais superavitária de Goiás. “Para quê 49%. Corremos o risco de perder a gestão da Saneago com apenas 2% de ação majoritária”, argumentou.
Para ela, todo montante oriundo da venda dessas ações deve ser investido em saneamento e, antes disso, deve-se renovar o contrato com Goiânia. “Não adianta o presidente da Saneago falar em IPO [Initial Public Offering] sem renovar contrato de concessão com o município de Goiânia. O presidente tem que correr atrás para assinar o contrato, que é o maior contrato da empresa”, sugeriu.
O deputado Alisson Lima (Republicanos) solicitou aparte para questionar "a verdadeira intenção do Governo com a venda da Saneago". “Não podemos permitir que aconteça com a Saneago o mesmo fenômeno fatídico que aconteceu com a Celg", defendeu. E indagou: "O Governo de Goiás está usando a Saneago para conseguir socorro fiscal? Para isso, vai depreciar as estatais de Goiás?
Para finalizar seu discurso na Ordem do Dia, Lêda Borges enfatizou não ser contra a IPO. "Sou contra os 49%. Sou contra o não investimento total em saneamento. Sou contra a não renovação do contrato de concessão com Goiânia”, completou.