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Desafios da 44

22 de Outubro de 2019 às 11:45
Crédito: Marcos Kennedy
Desafios da 44
Turismo de negócio na 44
Audiência pública na manhã desta terça-feira, 22, debateu as demandas do maior polo comercial de moda de Goiânia. Proposta foi do deputado Coronel Adailton, presidente da Comissão de Turismo da Assembleia Legislativa.

A Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), por iniciativa do presidente da Comissão de Turismo, deputado Coronel Adailton (Progressistas), realizou na manhã desta terça-feira, 22, audiência pública para debater a “Expansão e Desafios do Turismo de Negócios na Região da 44”. O evento teve lugar no auditório Solon Amaral.

Fizeram parte da mesa de trabalhos, além de Adailton na presidência, o presidente da Associação Empresarial da Região 44, Jairo Gomes; a delegada Emília Podestá, representante do delegado da Primeira Regional da Polícia Civil, Josuemar Vaz de Oliveira; e o presidente da Agência Estadual de Turismo, Fabrício Amaral. Estiveram na mesa ainda o presidente da Goiânia Convention e Vistors, Antônio Rios; a diretora de Engenharia da Secretaria Municipal de Trânsito, Transporte e Mobilidade de Goiânia (SMT), Ana Damacena Mendez; e o presidente do Conselho Empresarial do Turismo e Hospitalidade em Goiás, Ricardo Rodrigues. 

Ao abrir o evento, Adailton afirmou que discutir a situação da região da Rua 44 é de suma importância. “Queremos conhecer os desafios e juntos buscarmos soluções. Nosso objetivo é trabalhar no sentido de alavancar o turismo em Goiás em todas as suas facetas. A região da 44 é onde há o turismo de negócios”, pontuou.

Coronel Adailton ressaltou que Goiânia desponta como um dos maiores destinos de turismo de negócios do país, com mais de 50 mil pessoas por dia movimentando a economia da Capital de Goiás. “A região da 44 é o segundo maior ponto de comércio atacadista do Brasil”, enfatizou o parlamentar, acrescentando que Goiânia já conta com o guia turístico e outras iniciativas estão sendo adotadas para fortalecer essa área do turismo.

Sintonia para fortalecer o setor

Ao iniciar os debates, o presidente da Goiás Turismo, Fabrício Amaral, abordou as problemáticas inerentes ao tema e, ainda, propostas que sua pasta tem para o setor de moda e confecção em Goiás. Por ser um entusiasta do turismo de compras, Fabrício Amaral sugeriu que ocorram mais reuniões como a audiência realizada na Alego. Fabrício disse que com todos os envolvidos trabalhando em sintonia, será possível construir boas pautas nos próximos três anos. “Como exemplo, já estamos trabalhando no processo para a internacionalização do aeroporto, então proponho que, de maneira antecipada, já irmos pensando no planejamento de uma visita técnica a alguns compradores internacionais.”

O presidente da Goiás Turismo disse ter informações de que comerciantes de países como Moçambique e Angola já estão vindo a Goiânia para comprar. Ele entende, neste sentido, como desafio para o setor saber como despertar os interesses das companhias aéreas internacionais para Goiânia e, principalmente, para o setor da confecção e da moda.   

Fabrício convidou os presentes a participarem da formatação de um grande evento internacional ligado a confecção e moda, a ser realizado no ano de 2020, em Goiânia. “Temos a intenção de trazer os maiores compradores, realizar palestras, visitas técnicas, entre outros. Já podemos discutir esse assunto e convido todos a participaram até mesmo para que eu possa organizar o orçamento para o evento”, conclamou.

Após a participação de Fabrício, o presidente da Associação Empresarial da Região da 44, Jairo Gomes, fez uso da palavra e realizou um breve apanhado histórico sobre o crescimento da região da rua 44 e os problemas inerentes ao setor. Ele contou que o comércio no local foi iniciado sem planejamento e que ainda hoje sofre com problemas pontuais que atrapalham um maior desenvolvimento do setor da moda no local.

“A mãe de tudo se chamava feira hippie. Era realizada em uma região degradada, com grande presença de pessoas em situação de rua, consumo de drogas, entre outros problemas. Ainda assim alguns empresários acreditaram que ali poderia ser um dos maiores polos de moda do Brasil”, lembrou Jairo ao relatar que, apesar da expansão percebida no decorrer dos anos, atualmente é possível afirmar que ainda há naquele local a presença de praticamente todos os problemas que existiam no passado, apesar de ali hoje ser uma das regiões mais importantes economicamente para o estado de Goiás.

O presidente da Goiânia Convention e Vistors, Antônio Rios disse que é necessário observar estratégias para que o emprego e a renda da região perpetuem.  Em 2020, se tivermos um trabalho em conjunto, nós estaremos ocupando o primeiro lugar em vendas desse setor no Brasil. Se formos considerar em termos das cidades goianas, a região da 44 representa o segundo maior PIB do estado. Temos tudo naquela região, bons hotéis, bons shoppings, mas precisamos implementar mais. Melhorar a iluminação, a estrutura das calçadas, entre outras coisas".

Mais segurança pública

Presidente do Conselho Empresarial do Turismo e Hospitalidade em Goiás, Ricardo Rodrigues explicou que o turismo envolve muitas áreas, como a segurança pública. Ele observou que a informalidade daquela região tem demanda neste sentido pois, segundo ele, o turismo não vai aonde não há segurança pública. “As pessoas não vão frequentar uma região que não é segura".

Rodrigues destacou também a importância de se qualificar bem os lojistas para que o turista se senta bem recebido e queira repetir a experiência. “O turismo é realmente uma área muito complexa e com detalhes. Podemos usar exemplos de países de fora para poder usar aqui dentro como forma de ajuda e implementação de ideias novas. Tudo isso auxilia".

A delegada Emília Podestá disse que a segurança pública pode melhorar se a sociedade civil contribuir com a polícia atém mesmo com ações simples, como, por exemplo concedendo imagens de câmeras de segurança. “A Denarc e a Deic estão à disposição. Estamos fazendo o que podemos. Nos dedicamos bastante. A maior parceria que precisamos é da iniciativa privada e os proprietários de empresas da região podem ajudar muito, mesmo que com ações simples de colaboração”, destacou a delegada ao colocar a Polícia Civil à disposição das autoridades presentes.

No mesmo sentido a diretora de Engenharia da SMT, Ana Damacena Mendez, falou da necessidade da organização estrutural da região. Toda iniciativa deve ser passada pela prefeitura, principalmente pela SMT, para que possamos orientar os segmentos. Por exemplo, naquela região temos calçadas estreitas que estão sendo tomadas pelo comércio informal. Mas como retirá-los dali, simplesmente? Por isso precisamos de vários outros segmentos envolvidos nesse debate para melhorar a situação da 44".

Ao final do encontro o deputado Coronel Adailton leu a carta pública que foi elaborada com as demandas colhidas durante o evento. Dentre as ações propostas na carta estão a internacionalização aeroporto, a realização de audiência pública in loco, a viabilização da mobilidade urbana na região, e a fiscalização da atuação de ambulantes na região. A carta traz também demandas no sentido do desenvolvimento de políticas públicas, do incentivo à formalidade, do aprimoramento da iluminação pública e calçadas da região, o fortalecimento dos polos produtores do setor, e ainda de realização de grandes eventos de moda no estado.

O documento que pede ainda, entre outros, a capacitação de servidores de hotelaria, e o aprimoramento da legislação, foi assinado pelos participantes que concordaram com as demandas levantadas.

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