Produtores de arroz buscam ajuda de Lissauer Vieira para revogação de decreto do Governo
O presidente Lissauer Vieira (PSB) se reuniu, na tarde desta quarta-feira, 6, com diretores do Sindicato das Indústrias de Arroz e Feijão do Estado de Goiás, que vieram discutir sobre decreto publicado pelo governador que reduz de 17% para 7% a alíquota de ICMS de arroz comercializado por outros estados em Goiás.
José Nivaldo de Oliveira, um dos diretores presentes, afirmou, em entrevista à Agência de Notícias da Assembleia, que o segmento está apreensivo, pois a medida traz prejuízos para o setor. Segundo ele, as empresas goianas pagam 7% pela compra do arroz em outros estados produtores, como o Rio Grande do Sul. De acordo com Nivaldo também entram nos custos, gastos com transporte e beneficiamento, além das perdas de partes do produto que não correspondem aos padrões de comercialização ou consumo.
“Hoje a indústria goiana já paga 7%. Então, o resumo do decreto é que ele está abrindo as portas para outros estados venderem aqui. A alíquota era de três por cento, mas no final do governo passado negociamos para ir para sete. Com a diminuição da alíquota, o estado está abrindo mão de arrecadação. Nós vamos ser obrigados a reduzir em até 80 por cento as nossas indústrias. O estado vai perder arrecadação para o quê? Para diminuir em um real no pacote de arroz. Mas isso vai ocorrer apenas num primeiro momento porque depois que não tiver mais concorrência vão vender mais caro. Hoje eles não vendem aqui porque nosso preço é menor do que o deles”, explica.
Lissauer Vieira ressaltou que vai ouvir os dois lados envolvidos no problema para tentar chegar a um consenso e tentar uma negociação com o governador. “Somos democráticos. Existe um lago de empresas que estão em Goiás mas não são indústrias de Goiás. Existe uma lei, que é uma barreira para a vinda de produtos de indústrias de outras regiões. Goiás é o único estado do Brasil em que o arroz e o feijão não são item da cesta básica. Mas não tem como não estar. Os representantes das indústrias vieram aqui e nos mostraram um lado da moeda, o lado deles. Nós ouvimos absorvemos. Vamos agora ouvir o outro lado. Dependendo do que for nós vamos chegar ao governo e tentar uma intermediação”, ressaltou.