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Mulheres na Política

07 de Novembro de 2019 às 10:30
Crédito: Sérgio Rocha
Mulheres na Política
Lançamento do Fórum de Mulheres na Política
Deputadas Adriana Accorsi e Lêda Borges participam do lançamento do Fórum Goiano de Mulheres na Política e destacam a importância de a mulher postular mandato eletivo. Secretária e ex-senadora Lúcia Vânia enfatiza importância da iniciativa.

Com a participação das deputadas Delegada Adriana Accorsi (PT) e Lêda Borges (PSDB), foi realizado na manhã desta quinta-feira, 7, no auditório Costa Lima da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), o Fórum Goiano de Mulheres na Política. 

A solenidade foi aberta com a execução do Hino Nacional Brasileiro pelo Coral dos Servidores da Secretaria Estadual de Educação (Seduce), que ainda cantou mais três músicas. Em seguida, foi constituída a mesa dos trabalhos, sob a presidência de Adriana Accorsi, com a deputada Lêda Borges (PSDB), a secretária de Desenvolvimento Social do Estado de Goiás, ex-deputada e ex-senadora Lúcia Vânia, Ana Rita Marcelo de Castro, presidente do Conselho Estadual da Mulher (Conem), Ana Carolina Nunes de Souza Almeida, secretária de Políticas para as Mulheres da Prefeitura de Goiânia, Gabriela Hamdan, defensora pública, delegada Paula Meotti, titular da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher, e Rosi Oliveira Guimarães, superintendente da Secretaria da Mulher.

Presidindo a mesa dos trabalhos, Adriana Accorsi deu as boas-vindas às mulheres e aos homens que lotaram o auditório para a solenidade, com lideranças femininas, prefeitas e vereadoras. A deputada ressaltou a importância do fórum para realização de novos eventos com vistas a estimular a participação da mulher na política. E enfatizou que a política vai melhorar muito no Brasil com mais mulheres em todas as esferas de poder político, sobretudo com políticas públicas voltadas para a melhoria da qualidade de vida da população.

A tucana Lêda Borges, por sua vez, também enalteceu a iniciativa do Fórum Goiano de Mulheres na Política e destacou a importância do encontro, por estimular a participação da mulher dentro da sociedade, notadamente na política, como primeiro passo para alcançar a plena democracia. "A grande transformação está na ocupação dos espaços de poder pelas mulheres. Temos que incentivá-las a ocupar o espaço de liderança na política e só se ocupa isso com mandato. É um incentivo para as candidaturas femininas.”

Lúcia Vânia disse que é necessário, sim, incentivar a realização de encontros como esse para melhor conscientizar a mulher da importância dela postular mandato eletivo. "Acredito firmemente que a mulher ainda vai contribuir muito e decisivamente para a implantação de novas políticas públicas voltadas para a melhoria da qualidade de vida da nossa gente."

O fórum

O fórum é uma articulação de mulheres oriundas de movimentos sociais e partidos políticos e tem caráter suprapartidário. O objetivo é fortalecer e ampliar a presença feminina nos espaços de poder e decisão, bem como garantir a participação plena e efetiva das mulheres e a igualdade de oportunidades, direitos, cidadania, acesso a bens e políticas públicas para a pluralidade de grupos sociais que compõem a sociedade.

A programação do evento foi composta por dois painéis. O primeiro, com o tema “Mulher, poder e diversidade”, com a professora da Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC-GO) e do Instituto Federal de Goiás (IFG), Janira Sodré; a ex-vereadora e secretária de Pessoa com Deficiência e Mobilidade reduzida de Goiânia, a psicóloga e presidente do Fórum de Transexuais, Beth Fernandes; e a ex-deputada estadual e secretária de Políticas para Mulher e Igualdade Racial do Estado de Goiás, Denise Carvalho.

Já o segundo painel abordou os desafios e perspectivas da mulher nos espaços de poder. Fizeram parte do debate a jornalista Cileide Alves, a vereadora de Goiânia Cristina Lopes (PSDB), e as prefeitas Zélia Camelo (PP), de Itapirapuã, e Narcia Kelly (PTB), de Bela Vista.

Ao final, Adriana Accorsi fez avaliação positiva do evento, que contou com a participação de dezenas de mulheres candidatas aos cargos de vereadoras e prefeitas nas eleições do ano que vem. Uma delas é a campeã mundial de karatê, Juliana Braga, que falou à Agência Assembleia de Notícias da vontade dela de assumir um mandato para brigar não apenas pelos direitos femininos, mas por mudanças efetivas na melhoria da qualidade de vida da população, com novas políticas públicas.

A ex-vereadora por Goiânia Cidinha Siqueira, que assumiu a Gerência de Inclusão da Pessoa com Deficiência da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social, também participou, e falou das barreiras que a mulher com deficiência enfrenta na política.

História

No Brasil, as mulheres passaram a ter direito ao voto no ano de 1932. A data é considerada um marco histórico fundamental nas conquistas femininas. O fórum é formado justamente a partir da necessidade de enfrentar e superar as disparidades existentes entre homens e mulheres no país, realidade que coloca as mulheres em desvantagem econômica, social, política e cultural.

Nos dias atuais as mulheres são cerca de 16% dos parlamentares. Em uma perspectiva comparada, entre 140 países analisados pela ONU, o Brasil está no 108º lugar em relação à representação da mulher no Parlamento. No estado de Goiás, em 2016, 315 mulheres foram eleitas para as câmaras municipais, o que corresponde a 15% da quantidade dos parlamentares, em contrapartida, 2.180 homens foram eleitos, ou seja, 85% do total de vagas.

Goiás possui 71 cidades que não elegeram mulheres para a Câmara Municipal e outros 80 municípios elegeram só uma mulher entre os vereadores. Na Alego as mulheres representam apenas 5%, ou seja, são apenas duas, compartilhando o espaço com 39 homens. Dos 17 deputados federais eleitos apenas duas são mulheres e das três vagas para o senado, nenhuma é ocupada por lideranças femininas. Os dados acima evidenciam que a sociedade brasileira possui um grande desafio pela frente: reconhecer, valorizar e inserir de forma igualitária as mulheres nos espaços de decisão.

A igualdade de gênero é descrita no Artigo 5º da Constituição Federal de 1988, ou seja, esse conceito está inserido no Princípio da Igualdade, também conhecido como Princípio da Isonomia, a igualdade de gênero é um dos pilares para construção de uma sociedade verdadeiramente igual, justa e democrática. O reconhecimento de uma sociedade que sistematicamente discrimina mulheres por seu gênero desperta a necessidade de alterar essa situação.

Apesar da legislação específica, que supostamente garante a presença feminina na política, o Brasil amarga intensa desigualdade quanto às condições de participação das mulheres. É nesse sentido, que o Fórum Goiano de Mulheres na Política alicerçará sua atuação, com a pretensão de alcançar a igualdade de gênero e empoderar mulheres para o exercício legítimo em instâncias partidárias, no parlamento, no poder executivo, ou seja, todos os espaços deliberativos para que a construção de alternativas e ações em pró da cidadania integre todos, independentemente de sexo, idade, raça/etnia, credo religioso ou região territorial.

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