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Adriana Accorsi critica preconceito racial e aponta violência contra população negra no País

21 de Novembro de 2019 às 20:19

A deputada Delegada Adriana Accorsi (PT) proferiu discurso na sessão especial em comemoração ao Dia Nacional da Consciência Negra. A parlamentar falou da sua satisfação em homenagear, nesta noite, mulheres e homens que lutam contra a discriminação, o preconceito, o racismo, e que promovem, com seus trabalhos, a luta do povo negro no Estado de Goiás, fortalecendo a busca pela igualdade.

“Durante esta semana de arte negra que promovemos aqui na Assembleia Legislativa, tem sido preciso ressaltar a luta contra o preconceito. Como diria Marielle Franco, vereadora do Rio de Janeiro silenciada a tiros no ano passado, "o corpo negro é elemento central na reprodução de desigualdades. Está nos cárceres repletos, nas favelas e periferias designadas como moradias". Marielle foi executada, mas está presente em cada um de nós que luta pelo fim dessa desigualdade”, destacou Adriana Accorsi.

Ainda, a parlamentar lembrou que, nesta semana, houve episódios de racismo em Goiás, que ganharam as manchetes dos jornais. O primeiro, apontou a deputada, partiu de um radialista esportivo que se sentiu no direito de ir às redes sociais cometer o crime de injúria racial contra a jornalista Maria Júlia Coutinho, a Maju Coutinho. “Não satisfeito, ainda escancarou sua homofobia contra nosso talentoso apresentador do Jornal Anhanguera segunda edição, Matheus Ribeiro. Nossa solidariedade também ao Matheus”, emendou.

Por fim, Adriana Accorsi enfatizou a necessidade de se discutir a luta pela existência do negro do século 21 no Brasil. Segundo ela, dados do IBGE alertam que a taxa de homicídios contra jovens negros ou pardos foi de 98,5% em 2017, ou seja, de cada 100 mortos no Brasil ano retrasado, 98 eram negros ou pardos. “A população negra é a maior vítima de homicídios no Brasil”, apontou.

Na opinião dela, está no comando do País um presidente racista, homofóbico, retrógrado, que vem promovendo um desmonte do Estado, retirando direitos fundamentais com as reformas trabalhista e previdenciária, e através de medidas provisórias e de projetos que só aumentam a desigualdade social. “A arbitrariedade é a marca deste governo que incita o ódio. Ódio ao diferente. O ódio ao povo negro. Ódio aos LGBTQIA+. À massa trabalhadora. À mulher independente. Aos pobres”, concluiu.

Por iniciativa da parlamentar petista, serão entregues, na solenidade desta quinta-feira, 21, o Certificado de Honra ao Mérito Legislativo e a Medalha do Mérito Legislativo Pedro Ludovico Teixeira a personalidades que se destacaram e contribuíram para a luta do povo negro.

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