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CPI dos Incentivos Fiscais

25 de Novembro de 2019 às 18:13
Crédito: Maykon Cardoso
CPI dos Incentivos Fiscais
CPI dos Incentivos Fiscais, oitiva com Jerry Alexandre, presidente das Indústrias de Arroz no Estado de Goiás.
O presidente do Sindicato das Indústrias de Arroz em Goiás, Jerry Alexandre de Oliveira Paula, foi ouvido nesta 2ªfeira pela Comissão. Ele afirmou que Goiás perde em competitividade com decreto do Governo do Estado.

O presidente do Sindicato das Indústrias de Arroz em Goiás, Jerry Alexandre de Oliveira Paula, foi ouvido nesta segunda-feira, 25, pelos deputados que compõem a Comissão e disse que Goiás perde competitividade com decreto do Governo. Estavam na mesa dos trabalhos, além do depoente, o presidente da CPI, deputado Álvaro Guimarães (DEM) e o relator da Comissão, deputado Humberto Aidar (MDB). Fizeram questionamentos os deputados Talles Barreto (PSDB) e Vinícius Cirqueira (Pros). Jerry lamentou medida adota pelo Governo de Goiás que altera o valor do ICMS para os produtores de outros estados. Alguns deputados prometeram intermediar a questão. 

O decreto nº 9.547 do Poder Executivo estadual passa a valer a partir do dia 1° de dezembro e pode, segundo o presidente do Sindicato das Indústrias de Arroz do Estado de Goiás, Jerry Alexandre de Oliveira Paula,  prejudicar as indústrias goianas, uma vez que a medida assinada pelo governador de Goiás, Ronaldo Caiado (Democratas), fará com que as indústrias de arroz em Goiás percam a competitividade. O decreto nº 9.547 de 2019 inclui o arroz e o feijão no inciso que determina o percentual de 7% no valor do ICMS. A alteração, no entanto, não atinge o produtor goiano que já paga os 7%. O empresário foi ouvido pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que apura a concessão dos Incentivos Fiscais em Goiás presidida pelo deputado Álvaro Guimarães (Dem) e relatada por Humberto Aidar (MDB).

O presidente do Sindicato explicou que Goiás produz apenas 5% do arroz que consome e traz o restante de outros estados, principalmente do Rio Grande do Sul. Este quadro, segundo ele, deixa as indústrias goianas em desvantagem competitiva, pois, além dos custos de aquisição e industrialização do produto, tem que pagar pelo frete. Para Jerry, a situação é mais favorável para produtores de outros estados, que já trazem o produto beneficiado, cujo peso é 40% menor. “Para beneficiar 30 toneladas, temos que trazer 50 toneladas”, esclareceu Oliveira.

O empresário explicou que a indústria goiana não tem condições de competir com produtores de outros estados, porque a margem de lucro do arroz e feijão é muito pequena. “O arroz vem com casca, que não pode ser jogada no meio ambiente. Farelo é vendido como quirela, mas não pagam o frete. Temos também o problema do grão quebrado. Hoje em dia, todos vão ao supermercado comprar o arroz tipo 1. O decreto do Governo vai beneficiar empresas instaladas Rio Grande do Sul e Mato Grosso. As indústrias goianas vão fechar portas em dois, três meses”, enfatizou. Este quadro, segundo ele, deixa as indústrias goianas em desvantagem competitiva, pois, além dos custos de aquisição e industrialização do produto, tem que pagar pelo frete. 

Diálogo

Jerry afirmou, durante a CPI dos Incentivos Fiscais, que a Secretaria de Estado da Economia e o Governo de Goiás não ouviram as demandas do setor e que há a possibilidade de um meio termo que não prejudique as indústrias locais. Para ele, uma adequação da legislação poderia ser feita de forma gradual, mas que a medida, ainda sim, prejudicaria as indústrias.

“Nós precisamos que o governador adie essa decisão para que nós possamos nos adaptar. Não queremos vantagens que prejudiquem as empresas de fora do estado nem as de Goiás. Mas se a decisão é que não se quer mais indústria de arroz em Goiás, nos dê tempo para mobilizar e gerar emprego lá fora”, critica.

 

Requerimento

Ao final da reunião da CPI dos Incentivos Fiscais foi aprovado o requerimento, a pedido do deputado estadual Talles Barreto (PSDB) para convidar a secretária de Economia, Cristiane Schmidt. A previsão, segundo o presidente da Comissão, Álvaro Guimarães (Democratas), é que a secretária venha no próximo dia 9. Para o dia 2 de dezembro, a Comissão deve ouvir o presidente da empresa Refrescos Bandeirantes José Alves Filho.

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