"Não adianta governar para os ricos", diz Lucas Calil da tribuna da Alego
O deputado Lucas Calil (PSD) discursou durante o Pequeno Expediente, na tribuna, para se posicionar em relação a alguns projetos. Entre as proposituras citadas estão a que, segundo ele, fixa em 22% a alíquota da contribuição previdenciária, fim do quinquênio e sobre o corte do auxílio especial para os servidores que têm filhos deficientes, que o parlamentar julgou como “um ato perverso”.
Ele comentou sobre uma iniciativa do Governo que reduz o ICMS do querosene, combustível usado em aeronaves. “Acho justo e compreendo que é importante, porém todos sabem que aeronaves são para aquelas pessoas que têm poder aquisitivo maior. Ao ver essa iniciativa, me veio à memória uma promessa de campanha que o Caiado bateu no peito e falou que uma das primeiras coisas que ele faria seria reduzir ICMS para gasolina. Não adianta governar para os ricos!”, pontuou.
O parlamentar ainda acrescentou que hoje, 26, aumentou em 12 centavos o preço do combustível, "para as pessoas que de fato aquecem e movimentam a economia do Estado e que já está chegando no último mês do ano e ainda não ouviu nenhuma opinião sobre a redução de ICMS da gasolina". Calil diz que o produto comercializado em Goiás é um dos mais caros do País. "Não adianta governar para os ricos", reafirmou.
“Então eu venho aqui para aquecer a memória do governador, e que ele cumpra com o que prometeu durante a campanha eleitoral. Eu tenho no meu celular vários artigos de jornais, onde ele, como senador e candidato, criticava o ICMS da gasolina. Estou aqui como oposição apenas cobrando o que foi prometido, e como disse, tenho total liberdade para fazer isso”, afirmou o deputado.
De acordo com o parlamentar, ele não aceitou cargos e benefícios que o Governo ofereceu para ele, para que pudesse falar o que quisesse da tribuna. Para finalizar sua fala, Lucas Calil citou a polêmica da PEC da Educação. “Mandaram uma PEC da Educação e falaram que não tinha corte. Era mentira, mas em seguida mandaram outra, reduzindo de 25% para 23% os recursos para a educação básica, por causa dos 2% da UEG. Daí mandou outro projeto por causa de crime de improbidade administrativa. Quem mais ratifica os erros do Governo é o próprio Governo, e nós vamos falar muito disso, principalmente porque essa PEC vai começar a correr aqui na Assembleia”, afirmou.