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Plenário rejeita veto do Governo a projeto que regulamenta comércio de ambulantes no Serra Dourada

05 de Dezembro de 2019 às 17:45

Com apenas um voto a favor, deputados rejeitaram, em votação secreta, realizada na sessão ordinária desta quinta-feira, 5, no plenário Getulino Artiaga, o projeto de n. 6778/19, de autoria do Governo, que veta integralmente o autógrafo de lei n° 272, de 10 de outubro de 2019. A matéria regulamenta o comércio ambulante na área externa do estádio Serra Dourada.

A proposta, de autoria do deputado estadual Vinícius Cirqueira (Pros), prevê critérios mais seguros e objetivos, estabilidade e segurança jurídica aos vendedores ambulantes. Pela matéria, a venda de produtos dependerá de prévio cadastramento e o órgão gestor terá o prazo máximo de 30 dias para emitir o certificado com validade de dois anos, podendo ser renovado.

Vinícius Cirqueira explicou que, com o atual quadro de desemprego no País, o comércio ambulante se tornou um dos principais meios de complementação da renda de inúmeros trabalhadores. “Algumas famílias da região Metropolitana de Goiânia exercem, há décadas, o comércio ambulante no estacionamento do estádio Serra Dourada, nos dias de eventos esportivos e culturais. Já passou da hora de regulamentarmos essa atividade”. Segundo ele, as constantes mudanças na gestão do estádio criam um estado de permanente insegurança jurídica para os comerciantes que, a qualquer momento, podem ser impedidos de permanecerem trabalhando.
 
Pelo texto, os itens comercializados no local deverão estar em bom estado de conservação e mantidos em condições adequadas de armazenamento, com estrita obediência às exigências da legislação sanitária. O texto determina ainda que detritos decorrentes do comércio ambulante e do consumo dos produtos comercializados devem ser corretamente acondicionados pelo comerciante, atendendo à padronização estabelecida pelo órgão gestor do estádio Serra Dourada.
 
A matéria proíbe ao poder público dispensar tratamento diferenciado ao comércio ambulante em decorrência do ramo de atividade desenvolvida ou do tipo de mercadoria comercializada, salvo quanto ao grau de risco estabelecido pelo órgão nacional de vigilância sanitária. “A Secretaria de Esportes do estado parece querer perseguir pessoas que sustentam suas famílias trabalhando no estádio e as impedirem de ficar no pátio do Serra Dourada. É urgente a necessidade de regularizar essa atividade que garante o sustento de tantas famílias”, afirmou o deputado. 

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