Universidades Empreendedoras
A terceira edição do Ranking Universidades Empreendedoras (RUE) foi lançada oficialmente nesta manhã de segunda-feira, 9. A iniciativa contou com o apoio do deputado estadual Virmondes Cruvinel (Cidadania). Durante o evento foram divulgados vários indicadores analisados em quadros demonstrativos que apontam a situação das diversas instituições.
O ranking é organizado pela Brasil Júnior - Confederação Brasileira de Empresas Juniores, que avalia instituições em seis aspectos: capital financeiro, cultura empreendedora, extensão, infraestrutura, inovação e internacionalização. O evento teve espaço no auditório Solon Amaral da Casa de Leis.
Segundo o levantamento realizado foram apontadas 123 universidades das 27 unidades federativas e mais de 15 mil universitários foram ouvidos para mensurar os parâmetros abordados. As pesquisas aconteceram entre março e agosto de 2019.
Ao final da pesquisa, as três primeiras colocações no ranking, após a soma de todos os quesitos, foram a Universidade de São Paulo (USP), Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), respectivamente. Com a apuração do levantamento, a USP ficou entre as 116ªs melhores universidades do mundo. Já o maior índice de capital financeiro é da Universidade Estadual do Pará, que somou 10 pontos. Já Goiás figura em 33º lugar no ranking.
A iniciativa teve como foco, promover a análise, verificação e ranqueamento das comunidades acadêmicas inseridas em ecossistemas favoráveis que mais contribuem com o desenvolvimento da sociedade, por meio de práticas inovadoras, empreendedoras e educadoras.
Em nível nacional o lançamento do ranking aconteceu em 20 de outubro, no plenário Ulysses Guimarães da Câmara dos Deputados, em Brasília. O evento contou com a participação de deputados federais, do Ministério da Educação, reitores e diretores de universidades de todo o Brasil, além de empresários juniores de 21 estados.
Presidente executivo da Goiás Júnior, José Peixoto contou que a Brasil Júnior, Confederação Brasileira de Empresas Juniores, optou por realizar o lançamento do ranking na Assembleia Legislativa, “porque a iniciativa visa estar em espaços em que a população possa participar, mas sem precisar levantar bandeiras e como aqui é a casa do povo é possível agregar universidades, sem distinção, de forma igual”, ressaltou.
“O objetivo do ranking é de pontuar as universidades participantes do levantamento, a fim de obter os índices específicos que fazem com que cada uma seja considerada a melhor”, explicou Peixoto.
O evento contou com a presença de representantes do Governo de Goiás, Universidade Estadual de Goiás (UEG), Instituto Federal de Goiás (IFG), Instituto Federal Goiano (IFGoiano), e Federação dos Jovens Empreendedores do Estado de Goiás.
Lucas Martins, coordenador nacional do Empresas Juniores, ao fazer uso da palavra, explicou que a iniciativa atende projetos de assessoria e consultoria para pequenas empresas, com o objetivo de transformar o Brasil em um País empreendedor, competitivo, em relação a empresas, universidades e com governos melhores. Durante a apresentação, dentre os dados demonstrados, um dos índices aponta que a competitividade do Brasil coloca o País na 71º posição, “o País tem perdido espaço”, afirmou.
Martins ressaltou ainda a responsabilidade dos estudantes, com a melhoria das universidades, através de estímulos para avanços do ensino, por meio de projetos de pesquisa e extensão, por exemplo. O coordenador informou ainda a importância do incentivo às universidades empreendedoras a fim de que a sociedade possa receber mais benefícios. Dentre os exemplos, estão projetos inovadores realizados no meio acadêmico, como o desenvolvimento de novas vacinas.
O coordenador aproveitou a oportunidade para demonstrar o crescimento do projeto, que teve início em 2016. À época, contou com a participação de 6 mil estudantes, com a participação de 42 universidades, em 17 estados. Já em 2017, contou com a participação de 55 instituições de ensino superior, em 20 estados e a participação de 10 mil estudantes.
Conforme Martins, antigamente empreendedorismo estava relacionado com a abertura de um negócio próprio. “Hoje, 43% dos estudantes veem como melhoria no ambiente em que a pessoa está inserida”, afirmou.
Durante sua fala, o coordenador demonstrou que nos principais quesitos avaliados, as universidades de Goiás ainda pontuam abaixo da média nacional.