Balanço da Saúde
A Comissão de Tributação, Finanças e Orçamento, presidida pelo deputado Karlos Cabral (PDT), recebeu o titular da Secretaria de Estado de Saúde, Ismael Alexandrino, para apresentação dos resultados do segundo quadrimestre de 2019. A sessão aconteceu no auditório Solon Amaral na tarde desta quarta-feira, 11.
Alexandrino explicou que, ao final deste ano, o estado terá cumprindo com o índice constitucional de aplicação na área da Saúde, chegando a 12,6% da arrecadação dos impostos. A vinculação constitucional é de, no mínimo, 12%. "Lembrando que as emendas parlamentares compõem esse índice. E a gente vai continuar no empenho para que possamos pagá-las", afirmou o secretário.
Para Ismael Alexandrino, houve um aumento de 32% nas consultas ambulatoriais e também crescimento na realização de exames. “Com menos verba, foi possível avançar e sanear as contas, com vista aos repasses para os municípios, o que não acontecia há três meses, quando assumimos. Em relação às organizações sociais que gerenciam os nossos hospitais, algumas estavam há seis meses sem receber. Este é um governo diferente, que pensa no coletivo. O estado de Goiás será referência para o Brasil”, disse o secretário.
O deputado Álvaro Guimarães (DEM) comentou que Itumbiara, sua principal base eleitoral, está participando do crescimento de atendimento na Saúde. “A expansão do atendimento no hospital São Marcos será um marco na região Sul do estado. Trata-se de uma cidade com 300 mil habitantes e que não contava com uma UTI para atender a população”, disse.
O deputado Helio de Sousa (PSDB) questionou sobre notícias de que o Credeq, unidade destinada a atendimento de dependentes químicos, de Goianésia, passará a ser utilizado para outras finalidades. O secretário afirmou que a policlínica do município, destinada a outras especialidades, já está quase pronta e que o Credeq será utilizado apenas com a finalidade para o qual foi criado, porém, com uma abrangência maior do que era previsto inicialmente. “Os equipamentos já estão todos licitados. Entre fevereiro e março deve entrar em funcionamento”, disse.
Ao final da apresentação, durante coletiva de imprensa, o secretário de Saúde afirmou que a dengue no Brasil sofreu um aumento de 554% e, que apesar do aumento em Goiás, os números são menores que a média nacional. No estado, o aumento foi em torno de 54%.