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Defensores dos direitos humanos falam durante audiência pública

13 de Dezembro de 2019 às 10:30

Durante a apresentação e entrega do relatório com os principais casos de violações de direitos humanos em Goiás no ano de 2019, tema de audiência pública em curso no auditório Costa Lima da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), Cláudia Nunes, da coordenação executiva do Comitê Goiano de Direitos Humanos Dom Tomás Balduino, falou dos resultados do relatório deste ano. Ela afirmou a importância da sistematização dos dados para a luta contra a violação dos direitos humanos em Goiás.

“O relatório é importante porque é a nossa ferramenta de visibilidade, uma sistematização de todos os casos que chegam a nós durante o ano. Esse documento pode ser encaminhado às autoridades para todos os setores da sociedade que podem dar uma contribuição para coibir a violação aos direitos humanos. É um documento construído por muitas mãos, inclusive pela sociedade, que denuncia os casos. É um esforço para ajudar a sociedade a entender o que são os direitos humanos, muito além da pauta da segurança pública”, disse.

Cláudia também falou sobre os resultados do relatório, que, segundo ela, foram alarmantes devido ao aumento de casos de violência e preconceito. “Constatamos que a violência contra a mulher e contra a população LGBTQI+ aumentou. Pela primeira vez trazemos um relato sobre a situação das comunidades indígenas de Goiás. Temos casos muito emblemáticos como os Karajás, que são impedidos de pescar durante a temporada, o que é um desrespeito àquela cultura. Também os Avá-canoeiros, uma população reduzida que prefere viver longe de nós. E quando um grupo diz que não quer viver perto de nós, isso diz muito sobre quem somos. Além disso tivemos casos de perseguição a professores, cerceamento à liberdade de expressão, censura às artes, além de aumento da letalidade policial. Infelizmente, não temos um saldo positivo para a sociedade”, finalizou.

Também falou na audiência o secretário de direitos humanos da Central Única dos Trabalhadores (CUT-GO), Mauro Rubem. Ele frisou os casos de violência policial e a criminalização dos movimentos sociais. “O número de violações aos direitos humanos tem aumentado exageradamente, principalmente pelo comportamento de um setor muito perigoso para a sociedade brasileira, o aparato policial, que tem se apresentado sem freios e limites, e o mais grave é que esse comportamento tem sido condecorado por seus superiores. Nós discutimos muito a PM no Brasil e vemos a recriação do policial calça curta, o que pode incluir os milicianos na PM e equipá-los para agirem contra a população”, afirmou.

O evento tem lugar no auditório Costa Lima da Casa de Leis nesta sexta-feira, 13.

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