Escola do Legislativo inicou nesta sexta-feira, 14, atividades de 2020 com palestras sobre racismo
A Escola do Legislativo da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) deu início às atividades de 2020 com a palestra "Enfrentamento ao Racismo na História e no Cotidiano". A atividade teve lugar na sede da Escola do Legislativo, na manhã desta sexta-feira, 14.
O diretor da Escola, Teófilo Luiz dos Santos, fez a abertura dos trabalhos lembrando que a unidade está aberta a todos os deputados. A partir deste ano, a escola atenderá não só funcionários, mas também dependentes, pessoas do terceiro setor em geral com o objetivo de oferecer qualificação aprimorada aos funcionários do Legislativo. Ele informou, ainda, que a Escola também renovou convênios com Senac, Sesi, Senai e Sesc, para cada vez mais oferecer cursos de excelência.
A palestra foi uma solicitação da deputada Delegada Adriana Accorsi (PT) que também participou da abertura do evento. ‘‘É uma honra estar aqui com vocês, é o primeiro curso deste ano da Escola no Legislativo. Junto com a nossa proposição de criação da comissão permanente de promoção de igualdade racial e da igualdade de gênero na Alego, nós propusemos essa palestra. A Escola convidou dois professores de muito peso e respeitados na nossa sociedade e que lutam pela igualdade racial em nosso Estado. O combate ao racismo começa na Casa das Leis, onde nós atendemos as pessoas que mais precisam."
Os palestrantes foram: professora Yordanna Lara Pereira Rêgo, historiadora pela Universidade Federal de Goiás (UFG), mestranda em Antropologia Social (UFG), em formação psicanalítica pela Delegação Geral de Psicanálise - Seção-GO, atuando no ensino fundamental, médio e superior e ativista nas questões étnico-raciais e gênero; professor Samarone Nunes, mestre em Antropologia Social (PPGAS), museólogo e artista visual (UFG), conselheiro do Conselho de Preservação do Patrimônio Cultural Artístico e Ambiental de Goiânia.
Yordanna afirmou que é muito importante propor uma discussão sobre diversidade. ''O momento em que o mundo passa hoje, ele pede isso o tempo todo. Nós precisamos entender que o mundo não é feito apenas para um grupo de pessoas, o mundo é diverso, são várias as cores, os idiomas, os lugares e os corpos. É importante que principalmente na Casa das Leis, que é onde a gente realmente pensa e constrói nossa cidadania, que isso fique bem pautado. Eu acredito que a palestra tem um papel de reumanizar, porque é disso que se trata. O racismo é perverso e a principal arma dele é desumanizar pessoas. Quando a gente se propõe a analisar isso, e a pensar um lugar para todos os corpos, que o mundo é diverso, a porta fica aberta para nós entendermos que esses corpos têm outros marcadores, outras diversidades e que se trata de seres humanos sempre em todas as instâncias."
A exposição de conteúdos foi feita em duas etapas. Na primeira, Yordanna abordou os atravessamentos do racismo no cotidiano, nas grandes mídias, novelas, notícias nacionais e internacionais e músicas. Foi realizada uma dinâmica para que os participantes consigam observar os efeitos socioeconômicos e políticos do racismo. Na segunda etapa, o sociólogo Samarone abordou, a partir do que foi demonstrado na etapa anterior, os conceitos de raça, racismo e democracia racial.