Virmondes relata projeto de Bruno que trata da obrigatoriedade do "teste do bracinho"
Com relatoria do deputado Virmondes Cruvinel (Cidadania), o projeto de lei nº 7483/19, de autoria do líder do Governo, deputado Bruno Peixoto (MDB), está em tramitação na Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ) da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego). Trata-se da proposta que torna obrigatória a realização do “teste do bracinho” em crianças a partir de 3 anos de idade em hospitais, clínicas e demais unidades de saúde pertencentes à rede pública do Estado.
“Este projeto de lei tem por finalidade assegurar a identificação de quaisquer problemas relacionados à hipertensão arterial e à sua alteração em crianças a partir de 3 anos de idade, e, por conseguinte, a realização do tratamento adequado. A hipertensão arterial tem sido considerada um problema de saúde pública, conforme dados publicados pela Organização Mundial de Saúde (OMS), devido ao crescente aumento do número de casos, principalmente a incidência desse mal em crianças e adolescentes”, frisa o parlamentar.
De acordo com a propositura de Bruno Peixoto, o teste deverá ser realizado durante as consultas pediátricas. O objetivo é a aferição da pressão arterial da criança pelo médico ou enfermeiro para diagnosticar ou prevenir quaisquer problemas relacionados à hipertensão arterial.
O deputado ressalta que a principal intenção é identificar os fatores de riscos para tentar reduzir os danos que tal doença pode causar. “Filhos de pais hipertensos devem redobrar os cuidados por meio da prevenção precoce, pois a pressão alta é classificada como doença hereditária, crônico-degenerativa, que ataca os vasos sanguíneos, podendo provocar lesões graves no coração, cérebro, rins, membros e grandes artérias”, justifica.
E acrescenta: “Importante ressaltar que a presente proposta não onera o orçamento estadual, tampouco adentra a competência privativa do Governo do estado, uma vez que institui apenas uma prática que deverá ser implantada no atendimento público de saúde visando apenas beneficiar as crianças goianas”.
Esse é um dos 72 projetos de lei aptos a apreciação nesta terça-feira, 18, na CCJ da Alego.