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Sede da Alego faz 58 anos

28 de Fevereiro de 2020 às 11:45
Crédito: Y. Maeda Baixar imagem
Sede da Alego faz 58 anos
Álbum Antiga fachada da Assembleia
Prédio da Assembleia Legislativa de Goiás, na Alameda dos Buritis, foi inaugurado em 1º de março de 1962, na 4ª Legislatura (1959-1963), e seu presidente era Luiz Fernando da Silva. Prédio recebeu o nome de Palácio dos Buritis.

Há 58 anos, no dia 1º de março de 1962 a Assembleia Legislativa de Goiás ganhou sede própria na Alameda dos Buritis, onde se encontra até hoje — e em breve não estará mais. O Parlamento goiano se encontrava na 4ª Legislatura (1959-1963) e seu presidente era Luiz Fernando da Silva (PTB).

Na inauguração, o prédio recebeu o nome de Palácio dos Buritis. Posteriormente, por projeto de lei do então deputado Ary Valadão (que depois seria governador), a sede da Assembleia Legislativa recebeu o nome de Palácio Alfredo Nasser, em homenagem ao goiano que, tendo iniciado sua vida política como deputado estadual (1935-1937), e, elegendo-se posteriormente senador, tornou-se ministro da Justiça durante o curto período em que o Brasil foi parlamentarista no início dos anos 60.

A inauguração da nova sede ocorreu num momento em que Goiás vivia turbulência política. Em 1964 a ditadura militar mudaria o painel político do Brasil e de Goiás. Com base no Ato Institucional nº 1, seriam cassados os deputados Walteno Cunha Barbosa (licenciado para ser secretário de Administração do Governo Mauro Borges), Joaquim Olinto de Jesus Meirelles e José Porfírio de Souza, este primeiro líder camponês a ser eleito deputado estadual em Goiás. No início, o governador Mauro Borges não foi deposto, mas foi instalado um Inquérito Policial-Militar (IPM) contra o governador, sob a presidência do tenente-coronel Danilo Cunha Melo. 

A situação na época ficou ainda mais complicada quando o Supremo Tribunal Federal (STF) concedeu um habeas-corpus preventivo a Mauro Borges, o que praticamente desautorizou o inquérito instalado pelo então presidente Castelo Branco. O STF, demonstrando independência, havia-se pronunciado de forma unânime a favor de Mauro Borges, por considerar que a sua condição de governador lhe permitia ser julgado pela Assembleia Legislativa de Goiás e não por um tribunal militar.

Pouco tempo depois, no entanto, Castelo Branco destituiu Mauro Borges, nomeando interventor federal o coronel Carlos de Meira Matos, que tinha 60 dias para controlar a crise, segundo os termos da Constituição. O presidente da República escreveu no pedido, na época, que era preciso "eliminar o foco de perturbação existente em Goiás que ameaçava frontalmente a integridade nacional e as realizações pacíficas da revolução”. Logo depois foram extintos os 16 partidos políticos então existentes, restando apenas os recém-criados Arena e MDB.

O Poder Legislativo, em Goiás e no Brasil, não foi fechado em nenhum momento durante a ditadura militar, mas teve seus poderes drasticamente reduzidos. A independência e a força do Legislativo foram recuperadas aos poucos em 1974, 78 e 82, voltando à soberania plena por meio das novas constituições federal e estadual em 1988 e 1989, respectivamente.

Quando a nova sede da Assembleia Legislativa for concluída, o prédio atual, ao lado do Bosque dos Buritis, vai ser entregue para a Prefeitura de Goiânia, que estuda a possibilidade de implementar um museu no local. A Câmara de Vereadores de Goiânia também quer o prédio, deixando o espaço atual, perto da Rodoviária, para a Prefeitura. 

Agência Assembleia de Notícias
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