Bruno Peixoto defende política pública de diagnóstico e tratamento de distúrbio auditivo
A identificação de distúrbio do processamento auditivo central (DPAC) é fundamental para evitar a confusão da doença com preguiça, déficit de atenção ou retardo mental, já que o portador não consegue identificar informações contidas nos sons captados. Pensando nisso, o deputado Bruno Peixoto (MDB) apresentou um projeto de lei ordinária que cria uma política de diagnóstico e tratamento em unidades de atendimento da rede pública estadual. O processo de nº 0990/20 será encaminhado para a Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ), onde será escolhido um deputado para relatá-lo.
A intenção, de acordo com o autor do processo, é promover pesquisas de identificação precoce do diagnóstico do DPAC e seus efeitos, bem como o cadastramento, acompanhamento de pacientes e disseminar informações sobre o problema para conscientizar e informar a sociedade sobre as prevenções, providências e os tratamentos do distúrbio. “Para efetivar essa política, faz-se necessário que as Secretarias de Saúde e Educação firmem convênios com a iniciativa privada para implantação da mesma”, diz o caput do projeto.
Na justificativa da propositura, o autor ressalta que o distúrbio "é comum entre crianças e idosos por origem genética ou por atraso de maturação das vias auditivas no sistema nervoso central, com distúrbios neurológicos, lesões cerebrais ou envelhecimento natural do cérebro”, diz o texto.
Bruno Peixoto destaca ainda a importância da difusão de políticas públicas como forma de divulgação e publicidade da identificação do distúrbio por pais, professores e profissionais de saúde. “O tratamento e o treinamento auditivo adequados são capazes de minimizarem e reverterem os problemas, que na maioria das vezes, são confundidos com preguiça, déficit de atenção ou retardo mental”, completa o parlamentar em sua justificativa.