Deputada Delegada Adriana Accorsi reforça a importância de ter mulheres em todos os espaços de poder
Durante o discurso, em sessão especial da entrega da Comenda Berenice Artiaga, realizada nesta terça-feira, a deputada Delegada Adriana Accorsi (PT) questionou se o Dia Internacional da Mulher celebrado no último domingo, 8, realmente é um momento de comemoração.
“Graças à luta de tantas mulheres, temos direito à voz, à educação, ao trabalho, ao voto, à participação em todos espaços de poder, mas ainda é preciso percorrer um caminho longo para alcançar a igualdade”, destacou a deputada.
A parlamentar reforçou também que o mercado brasileiro é injusto com as mulheres. Segundo ela, dados da Agência Brasil divulgados na última semana mostram que a diferença salarial entre homens e mulheres é de 47,24%, com eles ganhando, em média, R$ 3.946 e as mulheres, R$ 2.680.
A deputada disse ainda que é vergonhoso que o Brasil seja o quinto país mais violento contra mulheres, com 1.314 feminicídios ocorridos no ano passado, um a cada 7 horas. “Além disso, o Estado de Goiás, é o segundo mais violento para meninas e mulheres. Dados da Secretaria de Segurança Pública apontam que ocorreram, em 2019, 781 estupros; 15.599 ameaças; 10.497 lesões corporais; 9.441 crimes contra honra e 40 feminicídios”, pontuou.
A Delegada Adriana Accorsi lembrou ainda que de cada 13 mulheres assassinadas no Brasil, 8 são negras. No discurso enfatizou também que precisamos ter mulheres em todos os espaços de poder. Destacou que está em andamento na Assembleia Legislativa, projeto de sua autoria que garante a aplicação de medida coercitiva administrativa ao agressor para coibir e prevenir a violência doméstica e familiar contra a mulher. “ Muitos projetos e leis aprovadas para favorecer as mulheres são resultados de um trabalho árduo aqui nesta Casa, onde apenas a deputada Lêda Borges e eu representamos o universo feminino goiano. É preciso aumentar o número de mulheres na política”, reforçou.
A deputada encerrou sua fala ressaltando que é preciso romper com hábitos machistas, como piadas que desvalorizam, que inferiorizam o papel da mulher na nossa sociedade. Também pediu para que os homens entrem na luta contra a violência à mulher. E complementou que o 8 de março deve ser comemorado para fortalecer a luta por direito e por igualdade de oportunidade.