Psicóloga homenageada elogia Berenice Artiaga e defende mais tolerância e democracia
Em rápido discurso em nome de todas as homenageadas, a psicóloga Maria Aparecida Alves da Silva disse que a história das mulheres goianas na política foi impulsionada por Berenice Artiaga, que resolve ir para a política em 1951 em função do assassinato de seu marido, Getulino. A Comenda que hoje foi entregue carrega o nome da primeira mulher eleita deputada estadual em Goiás, Berenice Artiaga.
Berenice Artiaga, ainda enlutada, foi convocada na época, em 1950, e foi eleita deputada estadual no mesmo ano em que Pedro Ludovico foi eleito para o Palácio das Esmeraldas. "Ela sempre defendeu a democracia, Berenice é símbolo de defesa da vida e do desenvolvimento humano, ela não permitia que as pessoas carregassem mágoas, e esse é o valor que precisamos cultivar hoje no Brasil, a defesa da tolerância, a defesa de todas as religiões, a defesa da democracia", pontuou.
"Eu também defendi a democracia, eu também lutei contra a ditadura e garanto que não vamos aceitar recuos, não vamos voltar atrás, os feminicídios em Goiás crescem, olha que absurdo, se não colocarmos a bandeira da educação e da democracia acima de tudo, a violência vai vencer desprezando o valor da mulher e a coloca subordinada ao homem, precisamos por um fim à essa cultura da mulher submissa", defendeu Maria Aparecida.
Por fim, a psicóloga falou um pouco de sua vida pessoal, lembrou da infância em Jussara, homenageou seu pai e sua mãe e também homenageou o ex-prefeito Darci Accorsi que, segundo ela, sempre defendeu o princípio da igualdade e impulsionou a democracia e os debates livres. Ela também prestou homenagem ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva que, segundo ela, abriu as portas para o amplo debate democrático em todas as áreas do Brasil, em todos os setores do governo.