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Talles Barreto diz que Goiás não tem estrutura para barrar o coronavírus

11 de Março de 2020 às 16:51

O deputado Talles Barreto (PSDB) foi o terceiro parlamentar a discutir matérias durante a Ordem do Dia da sessão ordinária desta quarta-feira, 11, no plenário Getulino Artiaga. Ele criticou a logística aplicada na pauta de votação e disse que a assessoria está contrariando o Regimento Interno. “Não podemos votar matérias antes de votar os vetos, muito menos votar vetos em bloco”, afirmou.

Na sequência, o deputado tucano citou Henrique Arantes (MDB), e descordou do posicionamento do colega em relação ao coronavírus. “Deputado Henrique, discordo do posicionamento do senhor, porque o coronavírus está deixando o mundo em pânico. A Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou pandemia”, afirmou.

Em aparte, o deputado Alysson Lima (Solidariedade) informou que o governador Ronaldo Caiado (DEM) havia convocado reunião emergencial com os Poderes e profissionais da saúde, para tratar de medidas em relação à prevenção ao vírus.

Talles Barreto enfatizou que não se trata de falar dos 3% de pessoas mortas com a infecção. "Estamos falando dos mais de 10 mil brasileiros contaminados. Estamos falando de uma estrutura de saúde que não temos. É uma questão mundial”, completou.

Henrique Arantes pediu a palavra para dizer que a prevenção é uma das formas mais eficientes para barrar o vírus e reafirmou o receio de se instalar pânico na sociedade. “Insisto que não podemos criar pânico, porque há outras doenças que matam muito mais. O ideal é manter a higiene das mãos e evitar contato físico. É perigoso, mas não podemos instalar pânico”, contra-argumentou.

Talles citou o Paraguai como exemplo de compromisso social para barrar o vírus. O país tem um caso confirmado e está fechando as fronteiras para não alastrar a epidemia na sociedade. “O Paraguai está errado, ou nós estamos errados? Tem mais de mil casos suspeitos, 35 confirmados no Brasil”, justificou.

O parlamentar encerrou seu discurso parabenizando o governador pela iniciativa e demonstrou preocupação com aglomerado de pessoas. “Se o Caiado tomou essa medida é porque tem informações e sabe que precisa tomar providências”. E completou: “O surto vai chegar aqui, e qual medida iremos tomar? A saúde está abandonada, os cais estão largados. Nós temos que alertar como parlamentares e representantes de nossas regiões”, finalizou.

Agência Assembleia de Notícias
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