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Conselho Tutelar diz que prostituição virou alternativa de sobrevivência

20 de Novembro de 2007 às 00:00

A representante estadual dos Conselhos Tutelares da Criança e do Adolescente, Ana Lídia Fleury, alarmou os presentes no debate sobre prostituição infantil quando lembrou que a violência começa na própria casa, no ambiente familiar, muitas vezes com envolvimento de padrastos e até do pai, alastrando-se pelas escolas públicas e terminando nas rodovias federais e estaduais.

“Às vezes, a prostituição passa a ser até alternativa de sobrevivência”, denunciou, cobrando ação enérgica dos organismos oficiais e governamentais para investigar as denúncias e punir os responsáveis até como forma de dar o exemplo e intimidar os agressores.

Ana Lídia lembrou ainda do “Disque 100”, franqueado para denúncias anônimas, com privacidade total. “É preciso divulgar o Disque 100 para que a população faça a denúncia, sempre que ficar sabendo de agressões contra crianças e adolescentes. De nossa parte, existe a garantia de que a denúncia será investigada e apurada”, enfatizou.

Representante do Ministério Público, o promotor Márcio Nascimento aproveitou sua explanação para cobrar maior participação popular numa discussão tão séria. “Isso aconteceu também no debate sobre a maioridade penal, mas é preciso insistir na aplicação do Estatuto da Criança e do Adolescente. Se ele fosse cumprido, a situação seria diferente, principalmente para se garantir os direitos fundamentais da pessoa humana”, alertou.

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