Henrique Arantes quer proibir uso de sacolas plásticas no comércio
A comercialização de sacolas plásticas nos estabelecimentos comerciais do Estado de Goiás poderá, em breve, ficar proibida. Isso se for aprovado projeto com esta proposta apresentado nesta Casa pelo deputado Henrique Arantes (PTB).
Protocolada como processo nº 1377/20, a matéria foi lida preliminarmente em plenário e agora segue para análise na Comissão de Constituição e Justiça. “A priori, todos nós sofreremos com o impacto deste projeto de lei. Isso ocorrerá devido aos costumes e hábitos de acomodação. Mas em longo prazo perceberemos o bem que esta matéria trará para o meio ambiente e claro para a sociedade”, diz o parlamentar em suas justificativas.
Ele ressalta que um dos maiores desafios ambientais da sociedade moderna é reduzir a quantidade de lixo dispensado nos aterros sanitários, o que tem exigido atenção especial de países de todo o mundo, principalmente no que se refere à quantidade de materiais plásticos depositados diretamente no meio ambiente.
“Estimativas divulgadas recentemente apontam que, no Brasil, embora muitos municípios já realizem algum tipo de coleta seletiva, no caso do plástico não é recolhido nem 25% de todo resíduo descartado. No Brasil, é produzida cerca de 210 mil toneladas anuais de plástico filme, matéria prima das sacolas plásticas, resultando na produção de 18 bilhões de sacolas. Calcula-se que determinado número dessas sacolas plásticas acabam servindo de lixeiras ou viram lixo, o que representa um volume de 9,7% de todo o lixo do país”, informa Henrique Arantes.
O parlamentar lembra que, durante muitos anos os supermercados adoraram as sacolas plásticas para suprir uma demanda do consumidor, a despeito de representarem um custo para os estabelecimentos, pois o plástico é o material mais usado para acondicionar todas as variedades de produtos. “Um dos males mais evidentes causados pelas sacolas plásticas surgem durante as enchentes nas cidades, quando os resíduos plásticos entopem a passagem da água em bueiros e córregos, contribuindo para as inundações e retenção de mais lixo”.